Em defesa de Felipe Garraffa

Vagner Mancini na coletiva após o jogo em Itaquera (Foto: Reprodução / YouTube)
Apesar do título desse texto, eu não acho que o Felipe Garraffa precise de alguma defesa. Mesmo que precisasse, creio que ele tem capacidade de fazê-lo. Mas quando um profissional é acuado por quem quer que seja, apenas por estar fazendo seu trabalho, é necessário se posicionar.

O jogo já havia acabado, a invencibilidade do Corinthians havia caído e o Vitória comemorava (com razão). Na coletiva do time baiano, um Vagner Mancini satisfeito com o resultado, respondendo com satisfação às amistosas perguntas dos repórteres. Até que alguém perguntou algo que o incomodou.

O repórter da Rádio Bandeirantes iniciava sua pergunta citando os números do primeiro tempo do jogo, que terminou com o Corinthians acumulando 78% da posse de bola e chutando 12 vezes a gol, contra apenas uma do Vitória (justamente a que entrou na meta de Cássio). Enquanto perguntava, porém, Garrafa acabou cometendo um ato falho e afirmou que os números eram dos 90 minutos - algo que poderia facilmente ser corrigido, se não tivesse sido motivo suficiente para Mancini iniciar um espetáculo de truculência e falta de educação, questionando abertamente a capacidade profissional  do repórter, e sugerindo que ele estava ali como torcedor, e não a trabalho.

O pior de tudo, talvez, tenha sido constatar que a grosseria foi gratuita. Afinal, após Garraffa ter concluído a pergunta, que estava longe de ser clubista ou desrespeitosa ("a estratégia do Vitória era jogar por uma bola?"), Mancini usou seus argumentos para refutá-la. Falou sobre as chances de gol da equipe no segundo tempo, e também sobre o gol mal anulado. Mostrou que poderia simplesmente ter rejeitado a tese apresentada pelo repórter, e que tinha razão de ser ao se olhar o scout do primeiro tempo. Ao invés disso, infelizmente Mancini preferiu colocar em dúvida a boa fé do profissional que ali estava, além de se esconder por detrás de um coitadismo sem sentido, acusando a imprensa de ser parcial e de diminuir o feito do Vitória somente por ser um clube de outro estado.

Desde então, a racionalidade deu espaço à panfletagem, e Mancini se tornou o novo herói (sem capa) dos que vivem para denegrir qualquer um que seja visto como "representante" da chamada "imprensa gambá". A internet já está inundada com memes, gifs e videos sobre como o treinador "humilhou" o "pseudorepórter corinthiano". Outros foram além e desenterraram tweets de 2011 do repórter, onde ele fazia o que praticamente todas as pessoas do Brasil fazem sem merecer condenação: torcia pelo seu time. Mas aparentemente, aos jornalistas não cabe esse direito. Jornalista não pode torcer. Ou será que só não pode se ele for corinthiano?


Enquanto eu assistia novamente o video da coletiva, fiz um exercício de empatia e me coloquei no lugar do Felipe. Especialmente quando ele teve de ouvir o Mancini sugerir que sua pergunta era motivada por corinthianismo. Eu já tive opiniões questionadas da mesma forma. Às vezes, na falta de argumentos, só resta ao outro lado procurar maneiras de desqualificar suas intenções. E não há nada pior para um jornalista do que ver sua capacidade profissional jogada no lixo, apenas porque o entrevistado não gostou da sua abordagem. É uma postura baixa, pequena, e acima de tudo desnecessária, pois o treinador poderia ter refutado a pergunta sem recorrer a isso.

Infelizmente, as pessoas de um modo geral parecem acreditar que nós, jornalistas, somos robôs. Só que não somos. Nós temos gostos, preferências, convicções, opiniões. E mesmo assim, temos a obrigação profissional de apresentar todos os lados de um fato e ouvir todas as versões - mesmo as que vão contra os nossos gostos, preferências, convicções e opiniões. Isso é ser PROFISSIONAL, afinal de contas. Se começarmos a acreditar que as convicções estão acima do profissionalismo, então precisamos colocar em dúvida uma série de classes produtivas. Imaginem se descobríssemos o time de coração do Vagner Mancini e colocássemos em dúvida os resultados das equipes por ele treinada contra esse time?

Enfim. Eu não conheço o repórter. Mas deixo aqui todo meu apoio a ele, e ao direito dele de exercer sua função sem sofrer questionamentos por causa do time que torce. Ele certamente estudou muito para isso, e não merece sofrer qualquer descrédito porque um treinador não consegue controlar a grosseria. Siga firme, Felipe.

As manchas que não interessa repercutir

♠ Publicado por Daniel Keppler em ,,,
Jô lamenta anulação de seu gol contra o Coritiba (Foto: Daniel Augusto Jr )
11 de junho, Arena Corinthians. O Corinthians recebe o São Paulo pela 6ª rodada. Aos 17 do primeiro tempo, Júnior Tavares cobra falta para a área e encontra Gilberto, impedido, que cabeceia para empatar o jogo em 1x1. O gol ilegal só não prejudicou mais o Corinthians pois Gabriel marcou o segundo aos 40, e no fim o Timão acabou vencendo a partida por 3x2.
Lance do impedimento de Gilberto no gol do São Paulo (Foto: Reprodução / YouTube)
18 de junho, Couto Pereira. A partida contra o Coritiba, pela 8ª rodada, segue sem gols. Até que aos 44 do segundo tempo, Jô tabela com Maycon dentro da área do Coritiba e marca o gol que seria o da vitória corinthiana. Seria, se o árbitro Marcelo de Lima Henrique não marcasse impedimento inexistente do atacante e anulasse o gol. Como o jogo terminou 0x0, esse erro causou a perda de dois pontos ao Corinthians.
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Gol mal anulado de Jô contra o Coritiba

25 de junho, Arena do Grêmio. Jogo de seis pontos entre líder e vice-líder pela 10ª rodada. Já no final do primeiro tempo, Rodriguinho tenta alcançar bola alçada na área, mas é agarrado pelo pescoço por Luan. Pênalti não marcado para o Corinthians, que só não fez a diferença no placar pois Jadson marcou na segunda etapa, e Cássio defendeu um pênalti já nos minutos finais do jogo.
Rodriguinho é agarrado dentro da área contra o Grêmio (Foto: Reprodução / Torcedores UOL)
23 de julho, Maracanã. Pela 16ª rodada, o Corinthians vai enfrentar o Fluminense pressionado após dois empates seguidos. Aos 33 do primeiro tempo, Giovanni Augusto cobra escanteio na área, e Jô é acintosamente puxado pela camisa por Léo. Pênalti não marcado, que só não prejudicou mais o Corinthians por causa do gol de Balbuena, no início do segundo tempo, que deu mais uma vitória ao líder do campeonato.
Jô é puxado na área contra o Fluminense (Foto: Reprodução / YouTube)
30 de julho, Arena Corinthians. Buscando abrir mais vantagem na ponta, o Timão recebe o Flamengo, pela 17ª rodada. Aos 12 minutos, Maycon recebe belo passe de Rodriguinho, invade a área pela direita e encontra Jô, que manda para o gol. O auxiliar, no entanto, levanta a bandeira e acusa impedimento do atacante em erro totalmente grosseiro (Jô estava 3,3 metros atrás da linha da bola), levando o árbitro a anular o gol. Erro que influenciou diretamente no resultado, pois a partida terminou empatada em 1x1.
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Gol mal anulado de Jô contra o Flamengo

Esses cinco erros repercutiram pouco (ou quase nada) nas redes sociais, ou nos programas de TV. Quando repercutem, sempre vêm acompanhados dos comentários irônicos de sempre sobre como o Corinthians também é tão ajudado pela arbitragem (dane-se os números, o que importa é a falácia). A conclusão a que eles chegam é tão óbvia quanto cretina: errar contra o Corinthians é OK. Porque, afinal de contas, é o Corinthians né?

Outros elevam a cara-de-pau a outro nível, ponderando que o Corinthians não deveria reclamar tanto de uns erros de arbitragem, afinal é líder do Brasileirão, isolado e invicto. Para esses, parece pouco relevante que a pontuação atual do clube (41) poderia ser maior (45) e que a vantagem atual sobre o Grêmio poderia ser maior tanto em pontos (12 ao invés de 8) quanto em três critérios de desempate: vitórias, saldo de gols e gols pró.

A grande realidade, no entanto, é que isso tudo não repercute porque não interessa a ninguém - a não ser o próprio Corinthians. Afinal que campeonato seria esse onde um clube abre 12 pontos na liderança com 17 jogos? Não pode. Ainda mais sendo o clube que é... inadmissível!

Tamanha vantagem incomoda muito, e a muitos. Mas ela se mantém, mesmo depois de terem feito um dossiê de "como marcar gols no Corinthians". Mesmo depois de terem conseguido arrancar alguns detalhes da preparação tática do clube, através de uma entrevista com o auxiliar Osmar Loss.

Como o time não parou, começaram a lançar dúvidas sobre a escalação dos árbitros - né, Alex Müller?
Como isso também não deu certo, sobrou a histeria dos que não querem o título corinthiano pois, afinal de contas, outros jogam mais bonito e merecem mais. A plasticidade dando espaço à meritocracia em nome do anticorinthianismo.

Fica a dúvida sobre o que mais faltará fazer para tentar desestabilizar esse time fora de campo, pois dentro de campo já sabemos o que anda acontecendo: erros e mais erros, a maioria decisivos, sendo cometidos sem qualquer embaraço ou discrição. Afinal, não é erro quando é contra o Corinthians!

Resta a nós, corinthianos, continuar alertas, e já a partir do próximo jogo, contra o Atlético-MG fora de casa. O árbitro escalado foi Anderson Daronco, aquele mesmo que no Brasileirão do ano passado validou três gols irregulares contra o Corinthians. Não um, muito menos dois: foram três gols. Mais "manchas invisíveis" à vista?

Corinthians 2017: presente e futuro em quatro gráficos

Guilherme Arana comemora seu gol na vitória sobre o Palmeiras (Foto: Ale Vianna / Eleven)
Difícil encontrar algum corinthiano, atualmente, que não esteja em êxtase pelo que está acontecendo. Justamente em um ano que não parecia reservar nada de bom para o torcedor, com a gestão convivendo no caos administrativo, as finanças permanentemente sufocadas e a torcida afastada do estádio, o elenco formado "do jeito que deu" e liderado pelo técnico "que sobrou" está, jogo a jogo, desbancando todos os rivais e devolvendo à torcida o orgulho e o direito de sonhar!

Os números são inquestionáveis: 117 dias de invencibilidade, ou 27 jogos (sendo 17 vitórias e 10 empates); liderança isolada e com pontuação recorde no Brasileiro, torneio pelo qual o time não sofre um gol sequer há inacreditáveis 637 minutos; imbatível no ano contra os rivais (já são oito jogos contra Palmeiras, São Paulo e Santos, e zero derrotas); tudo isso conquistado com extrema organização tática, trabalho em equipe e confiança na filosofia implementada por Fabio Carille.

É fácil explicar como essa equipe, formada quase que por acidente, tornou-se em poucos meses a mais eficiente do Brasil? Não. Na verdade, é quase impossível entender. Poucas vezes na nossa história o Corinthians conseguir suplantar com tanta competência as deficiências técnicas individuais que existem no elenco (convenhamos, elas existem). Se em janeiro, por exemplo, alguém nos dissesse que Jô seria uma referência no ataque, ou que Romero se tornaria uma peça fundamental na equipe titular, ou ainda que o time teria vários jogadores da base jogando regularmente (e muito bem), talvez esse alguém seria motivo de risos. No entanto, o que vemos hoje é exatamente esse cenário.

Se é tão difícil explicar e decifrar o que é esse Corinthians, nos resta analisar o contexto que o cerca, para tentarmos imaginar até onde podemos ir. Para isso, preparei cinco gráficos que abordam alguns pontos interessantes sobre o Timão 2017!

1 - A "gordura" na tabela nunca foi tão precoce 
Comparativo entre as campanhas dos últimos três campeões brasileiros e o Corinthians de 2017
Analisando a campanha dos últimos três campeões brasileiros, e comparando os números com os do Corinthians esse ano, verificamos um fato claro: o desempenho é tão superior que até mesmo a comparação dos números é prejudicada. Até a 4ª rodada, por exemplo, ainda era possível fazer paralelos, mas a partir da rodada seguinte o Corinthians já passa a ter uma campanha melhor - e essa "vantagem" no rendimento só aumentou a cada rodada... e de tal forma que o Corinthians, com seus atuais 35 pontos, tem seis a mais que o Cruzeiro de 2014, até então a melhor campanha dos últimos anos.

Ao projetarmos esse comparativo até o final do primeiro turno, reforçamos a sensação de que a campanha corinthiana é histórica. Desde 2014, a equipe que mais rapidamente chegou aos 35 pontos foi o Cruzeiro de 2014, e isso ocorreu apenas na 16ª rodada - três jogos depois do Corinthians de 2017! Em 2014, a equipe mineira terminou o turno com 43 pontos, o que significa que basta ao Timão vencer metade dos seis próximos jogos para continuar com a melhor campanha da história.

2 - O favoritismo ao título também nunca foi tão precoce
Chances de título no Campeonato Brasileiro, calculadas por três instituições diferentes
A partir da 12ª rodada, já era possível encontrar alguns estudos e análises sobre as probabilidades de cada equipe para o título do Brasileirão, bem como as disputas por vagas na Libertadores e Sul-Americana e também na luta contra o rebaixamento. Três dos mais famosos e conceituados são feitos pelo Departamento de Matemática da UFMG, pelo Chance de Gol e pelo Infobola. Os três concordam que o favoritismo corinthiano é enorme, e nunca foi tão grande.

Com chances variando entre 70,5% e 84%, o Corinthians é colocado como principal postulante ao título nacional, sendo que há divergências sobre quem é o principal concorrente: para o Chance de Gol é o Flamengo, mas para UFMG e Infobola, é o Grêmio. O Santos é citado por todos como a quarta equipe com mais chances.

Claro, são apenas estatísticas, que não consideram fatos novos ou incidentes que não podem ser medidos por números. Mas não deixam de ser uma grande evidência de que estamos longe de ser um cavalo paraguaio. Se nada excepcional ocorrer, tudo indica que o hepta vem!

3 - A solidariedade ofensiva segue em alta
Artilheiros do Corinthians em 2017 (em jogos oficiais)
O Corinthians de Carille é forjado em fundamentos muito sólidos: uma defesa leal e quase intransponível (comete apenas 12 faltas por jogo, em média, e sofreu apenas cinco gols nos 13 jogos disputados) e um ataque que, se não produz em quantidade, compensa em eficiência (a equipe tem feito um gol a cada 5,69 finalizações, a melhor média do Brasileirão).

No entanto, a equipe não é apenas eficiente ao marcar gols. Também é extremamente solidária. Até o momento, em 40 jogos oficiais na temporada, o Timão fez 56 gols, marcados por um total de QUINZE jogadores! O artilheiro, Jô, tem apenas 25% desse total (14 gols). Da equipe considerada "ideal", apenas Cássio e Fagner ainda não marcaram. Isso é importante, fundamental, pois mostra que o Corinthians não tem dependido de apenas um jogador para decidir todos os jogos. Que continue assim!

4 - A torcida voltou a apoiar o Corinthians na Arena
Público pagante na Arena Corinthians em 2017 (a linha vermelha representa a média variável de público)
No início da temporada, chamou a atenção o baixíssimo público de alguns jogos do Timão em Itaquera. Por duas vezes, inclusive, o recorde negativo de público foi quebrado. No entanto, conforme o tempo passou, a torcida foi voltando a se empolgar, e isso vem ajudando demais a equipe a vencer os jogos como mandante!

O jogo contra o Botafogo de Ribeirão Preto, em abril, iniciou uma série com público pagante superior a 30 mil. Com isso, a média de público no ano, que estava girando nos 22 mil, subiu quase 40%. No ano, já foram exatos 580238 torcedores presentes nos 19 jogos em casa, uma média de 30539 por partida! E esse número vai se elevar, pois para o jogo contra o Atlético-PR já foram vendidos com 34500 ingressos!

Conclusão

Muito embora o Corinthians esteja vivendo há algum tempo com problemas financeiros, políticos e administrativos, dentro de campo a equipe não se deixa influenciar, certamente graças ao excelente trabalho de Carille. O time demonstra, a cada jogo, absoluta obediência à sua filosofia e respeito à sua autoridade, o que vem se mostrando decisivo em campo. Afinal, mesmo quando o time não joga tão bem, a vontade e eficiência acabam premiando o esforço, e a equipe sai vencedora.

Una-se a isso o apoio da torcida, que voltou a acumular bons públicos na Arena, e uma perspectiva no Campeonato Brasileiro que vai deixando o clube em situação cada vez mais favorável: com 35 pontos na tabela, até mesmo uma queda de produção, com alguns tropeços, poderá ao fim ser campeão - especialmente porque todos os outros times seguem muito irregulares.

Resta a nós continuar torcendo muito, e ao Corinthians manter o foco e rendimento! Rumo ao hepta!

Pós-jogo: Corinthians 2x0 Ponte Preta - Vitória de líder

♠ Publicado por Andrade em ,,,,,
Jô em ação na vitória corintiana (Marcello Zambrana/AGIF)

Após folgar no meio de semana, o Corinthians recebeu a Ponte Preta em Itaquera pela 12a rodada do Campeonato Brasileiro.

Os primeiros minutos foram muito disputados, com o Timão tendo a posse e o time visitante bem definido em 2 linhas na defesa, esperando o contragolpe com Sheik, velho conhecido do torcedor corintiano.

E foi outro atleta com passado no Corinthians o responsável pelo primeiro lance de perigo do jogo: Lucca disparou bom chute de fora da área aos 15 minutos para assustar o goleiro Cássio.

Após ter dificuldade para finalizar, o Corinthians criou mais chances nos últimos 15 minutos da primeira etapa. Numa dessas chegadas, Romero cruzou para Jô cabecear e exigir grande defesa de Aranha. Na sequência, a bola cruzada por Arana chegou a Jadson do outro lado da área que chutou forte para abrir o marcador, no lance derradeiro do primeira metade.

Placar que rapidamente foi ampliado. Depois de bola roubada, Rodriguinho foi acionado e cruzou para Jô finalizar com categoria, antes dos dois minutos da etapa final.

O resultado parecia proporcionar mais gols e uma vitória tranquila, já que o time de Campinas iria se abrir tentando reduzir o prejuízo.. E numa dessas investidas, Arana cometeu pênalti bobo em Sheik. Lucca cobrou e Cássio defendeu mais uma vez.

Daí em diante o ritmo do jogo caiu bastante, com o Corinthians controlando a vantagem e a Ponte tentando algo, mas esbarrando em suas limitações.

Mais uma vez os comandados de Fábio Carille fizeram um jogo consciente, de muita inteligência e imposição tática, contra um adversário que amarrou bastante o andamento da partida.

O Corinthians volta a campo pelo Campeonato Brasileiro na quarta-feira, visitando o Palmeiras.

CORINTHIANS 2 X 0 PONTE PRETA

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 8 de julho de 2017, sábado
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Pablo Almeida da Costa (MG)
Público e renda: 32.877 pagantes/R$ 1.974.902,30
Cartões amarelos: Pablo, Arana (COR); Jadson, Emerson Sheik (PON)
GOLS: Jadson, 46'/1ºT (1-0); Jô, 1'/2ºT (2-0)

CORINTHIANS: Cássio; Léo Príncipe, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon (Camacho, aos 31'/2ºT), Jadson (Pedrinho, aos 38'/2ºT), Rodriguinho e Romero; Jô (Kazim, aos 27'/2ºT)
Técnico: Fábio Carille

PONTE PRETA: Aranha; Nino Paraíba, Marllon, Rodrigo e Fernandinho; Fernando Bob, Jadson (Lins, aos 30'/2ºT), Elton (Wendel, aos 10'/2ºT) e Renato Cajá (Claudinho, 35'/2ºT); Lucca e Emerson Sheik
Técnico: Gilson Kleina






Pós-jogo: Grêmio 0x1 Corinthians - Siga o líder!

Cássio em ação contra o Grêmio (Fabio Gomes / Raw-Image)

No jogo mais esperado do Campeonato Brasileiro até o momento, o Corinthians visitou o Grêmio em Porto Alegre e saiu vencedor. Com gol de Jadson e Cássio defendendo pênalti de Luan nos minutos finais, o time de Fábio Carille ampliou sua vantagem na liderança e atingiu a marca de 23 partidas invictas na temporada.

Em um cenário esperado, o time da casa teve mais posse no início do embate e ameaçou muito no primeiro tempo. O Alvinegro, organizado como sempre, não desgrudava o olho do camisa 7 adversário - um atacante que se movimenta muito, atuando entre as linhas adversarias e criando chances para os companheiros. O melhor momento corintiano foi em grande jogada de Paulo Roberto, que Marcelo Grohe defendeu bem.

Paulo Roberto que merece um destaque à parte. Após um inicio em que aparentava nervosismo - errando passes em duas saídas de bola consecutivas - o volante subiu de produção e foi um dos destaques da partida, marcando bem e chegando ao ataque com intensidade.

A segurança do sistema defensivo corintiano prevaleceu e mesmo contra o melhor ataque da competição, a primeira etapa terminou sem gols.

Para a etapa final uma ordem de Carille se fez notar: o time foi mais agressivo quando o Grêmio tinha a bola, adiantando a marcação e pressionando mais. Mudança que surtiu efeito logo aos seis minutos.

Em grande jogada de Paulo Roberto que disparou pela esquerda e cruzou, Jô tentou dominar e errou, mas sua ação serviu de corta-luz para Jadson chegar sozinho de trás e vencer Grohe. A vantagem necessária para o Corinthians administrar o jogo à sua maneira e fazer o Grêmio se lançar ao ataque em busca da vitória e da liderança.

E foi aí que outro destaque corintiano apareceu: Cássio, que já tinha sido exigido nos primeiros 45 minutos, foi decisivo. Primeiro com um uma defesa impressionante em chute à queima roupa de Luan, e depois em um confronto particular com o craque gremista.

Quando o jogo se encaminhava para seu final, Marquinhos Gabriel cometeu uma penalidade infantil ao puxar Geromel em escanteio. Luan foi para o cobrança, diminuiu sua passada ao máximo e chutou no canto direito de Cássio, que foi bem e fez a defesa.

O Grêmio ainda ameaçaria nos acréscimos, mas Cássio mais uma vez evitou o gol em chute de Fernández. O Corinthians atuou bem, não sentiu a pressão de colocar a liderança em disputa fora de seus domínios e venceu com méritos.

O próximo confronto do Corinthians é na quarta-feira, contra o Patriotas pela Copa Sul-Americana na Colômbia. Pelo Brasileiro volta a campo contra o Botafogo no domingo em Itaquera.


GRÊMIO 0 x 1 CORINTHIANS

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data/hora: 25/6/17 (domingo), às 16h
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (Fifa-GO) e Leone Carvalho Rocha (GO)
Público/Renda: 50.116 pagantes/R$ 2.093.208,00
Cartões amarelos: Kannemann, Geromel, Edilson (Grêmio), Rodriguinho, Romero, Jô e Cássio (Corinthians)
GOLS: Jadson, aos 6/1ºT (0-1)

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edilson (Everton, aos 33/2ºT), Pedro Geromel, Kannemann e Cortez; Michel, Arthur (Fernandinho, aos 22/2ºT) e Ramiro; Luan, Pedro Rocha (Gastón Fernández, aos 29/2ºT) e Lucas Barrios. Técnico: Renato Portaluppi.

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Paulo Roberto (Camacho, aos 33/2ºT) e Maycon; Jadson, Rodriguinho (Marquinhos Gabriel, aos 27/2ºT) e Romero (Clayson, aos 37/2T); Jô. Técnico: Fábio Carille.




Pós-jogo: Corinthians 3x0 Bahia: Controle e eficiência que garantiram a vitória

Jô na partida contra o Bahia (Ale Cabral/AGIF)

No confronto contra uma das surpresas do inicio da competição, o Corinthians venceu com autoridade o Bahia em Itaquera, com gols de Jô, Balbuena e Marquinhos Gabriel. O time baiano marcou seu inicio de campeonato com as boas performances de seus meio-campistas - notadamente Zé Rafael, mas não vence ha quatro partidas após o resultado adverso.

A partida começou com chances de ambos os lados. Antes do primeiro gol corintiano, o Bahia teve grande possibilidade de marcar com Zé Rafael em finalização com brilhante intervenção de Cássio. O Corinthians teve 2 boas oportunidades antes do gol - uma delas incrivelmente desperdiçada por Jô - até que um grande passe de Fagner encontrou o atacante em ótima situação para driblar Jean e tocar para o gol. Prêmio para um time que sou construir jogadas eficientes na transição ofensiva, com a bola sendo trabalhada a partir da direita para o meio ou a esquerda, onde Romero muitas vezes apareceu com espaço.

A vantagem estabelecida foi mantida ate o intervalo; em um primeiro tempo em que as duas equipes jogaram um bom futebol, o Corinthians se impôs pela qualidade de jogadores em funções chave. Jô fez o gol, Jadson apareceu com qualidade apesar de nitidamente ainda não estar no ápice da forma física e Fagner apoiou bem como sempre.

No começo da segunda etapa o time visitante manteve a posse nas primeiras movimentações. Já o Corinthians, assumiu de vez o posicionamento proposital para armar seu eficiente contra ataque.

Até que aos 11 minutos o jogo quase se complicou para o Corinthians, Gabriel, que já recebera cartão amarelo, disputou bola com Edigar Junio para a marcação da alta por parte do arbitro Dewson Freitas. Falta que não existiu, e rendeu o segundo amarelo e a consequente expulsão do jogador alvinegro. E se ele foi realmente merecedor de sair do jogo mais cedo, que fosse por outra falta feita ainda na primeira metade do jogo.

O 'quase" do parágrafo anterior não se concretizou porque quatro minutos depois Renê Junior também foi expulso; no lance o árbitro também se equivocou, atuando de forma exagerada; Dessa forma as duas equipes voltaram a ficar niveladas em número de atletas. Expulsões  que fizeram o ritmo da partida ter grande queda, com os times chegando muito menos com efetividade no ataque.

Até que aos 34  minutos uma bola parada decidiu o confronto. Escanteio bem cobrado por Fagner, o desvio de Romero no primeiro poste e a entrada livre de Balbuena, para dominar com alguma dificuldade e tocar para o gol vazio. Segundo gol do zagueiro paraguaio na competição.

Daí em diante foi fazer o tempo passar, esperando o apito final com a certeza de fechar mais uma rodada na liderança. Porém Feijão cometeu erro crasso na saída de bola e Marquinhos Gabriel ainda marcou mais um gol com muita categoria.

O Corinthians mais uma vez fez sua parte e agora as atenções estão voltadas para o difícil embate contra o Grêmio, domingo às 16h em Porto Alegre.

CORINTHIANS 3 X 0 BAHIA
Local: Arena Corinthians, São Paulo (SP)
Data-Hora: 22/6/2017 - 19h30
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa-PA)
Auxiliares: Helcio Araujo Neves (PA) e Jose Ricardo Guimaraes Coimbra (PA)
Público/renda: 34.250 pagantes/R$ 1.504.387,20.
Cartões amarelos: Romero e Balbuena (COR), Rodrigo Becão e Allione (BAH)
Cartões vermelhos: Gabriel (COR), aos 11'/2ºT (Após o 2º Amarelo) e Renê Junior (BAH), aos 15'/2ºT (Após o 2º Amarelo)
Gols: Jô (24'/1ºT) (1-0), Balbuena (34'/2ºT) (2-0), Marquinhos Gabriel (47'/2ºT) (3-0)

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon; Jadson (Marquinhos Gabriel, 22'/2ºT), Rodriguinho (Camacho, aos 30'/2ºT) e Romero; Jô (Kazim, aos 36'/2ºT). Técnico: Fábio Carille.

BAHIA: Jean; Eduardo, Tiago, Rodrigo Becão e Matheus Reis; Feijão, Renê Júnior, Vinicius (Régis, aos 27'/2ºT) e Allione (Gustavo, aos 19'/2ºT); Zé Rafael e Edigar Junio (João Paulo, aos 32'/2ºT). Técnico: Jorginho.









Pós-jogo: Corinthians 3x2 São Paulo: Era para ter feito mais gols

Gabriel comemora o segundo gol corintiano (Marco Galvão/Fotoarena/Lancepress!)

Se impondo desde o apito inicial, o Corinthians recebeu o São Paulo e saiu vencedor num jogo em que o placar nem de longe traduziu o que foi a partida.

Contra um adversário confuso em seu sistema defensivo, os comandados de Fábio Carille demonstraram um futebol rápido e vertical, atuando com muita intensidade.
Dessa forma, o gol que inaugurou o placar não demorou a sair: belo passe de Marquinhos Gabriel para Romero, que invadiu a área e teve calma para concluir.

O gol não alterou o panorama da partida, com o Corinthians criando chances e os atletas do rival discutindo em busca da melhor organização e posicionamento, sem conseguir atacar. Parecia que o Alvinegro faria um placar histórico já na primeira etapa.

Porém aos 17 minutos o Corinthians sofreu um duro golpe: falta frontal para a área e Gilberto – impedido, é bom ressaltar -  subiu sozinho para empatar, sem chance alguma para Cássio. Gol que fez com que o São Paulo tivesse mais posse nos instantes seguintes e equilibrasse o jogo.

Momento em que a partida caiu em qualidade, com muita disputa nas intermediárias  e erros de passe. E através de um erro de Maicon que o Corinthians reassumiu a superioridade no placar. Após o vacilo na saída de bola, Jô recebeu e sozinho concluiu a gol; no rebote Lucão não afastou e Gabriel apareceu para marcar no rebote.

Na segunda etapa, Rogério Ceni desistiu do sistema com 3 zagueiros e promoveu a entrada de Bruno no lugar de Lucão. Seu time manteve a partida equilibrada, criou chances mas a defesa continuou em jornada negativa. Aos 17 o Corinthians chegou tabelando à área são paulina e Jô sofreu pênalti de Douglas. Cobrança de Jadson e gol, 3x1 Corinthians.

Placar que parecia definitivo, já que o Corinthians passou a ficar postado esperando em seu campo, aproveitando os espaços cedidos para puxar contra ataques perigosos. Até o gol de Wellington Nem, em cochilo da zaga corintiana. Gol que gerou apreensão na torcida em Itaquera e motivação nos visitantes.

Mas o Corinthians soube neutralizar as tentativas de seu adversário e saiu vencedor. O time que pouco criava e vencia apenas por um a zero, agora marca muitos gols, mas também os desperdiça. Com um aproveitamento melhor teria vencido com tranquilidade, impondo uma goleada histórica.

CORINTHIANS 3 X 2 SÃO PAULO
Local: Arena Corinthians, São Paulo (SP)
Data-Hora: 11/6/2017 - 16h 
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Pablo Almeida da Costa (MG)
Público/renda: 42.443 pagantes/R$ 2.386.356,40
Cartões amarelos: Guilherme Arana (COR), Cícero (SAO)
Cartões vermelhos: -
Gols: Romero (6'/1ºT) (1-0), Gilberto (17'/1ºT) (1-1), Gabriel (40'/1ºT) (2-1), Jadson (17'/2ºT) (3-1), Wellington Nem (38'/2ºT) (3-2)

CORINTHIANS: Cássio; Paulo Roberto, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon; Marquinhos Gabriel (Clayson, aos 25'/2ºT), Jadson (Camacho, aos 44'/2ºT) e Romero (Clayton, aos 37'/2ºT); Jô. Técnico: Fábio Carille.

SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Douglas, Lucão (Bruno, no intervalo) e Maicon; Marcinho, Jucilei, Militão, Cícero (Wellington Nem, aos 18'/2ºT) e Júnior Tavares; Gilberto (Thomaz, aos 28'/2ºT) e Pratto. Técnico: Rogério Ceni.







Pós-jogo: Vasco 2x5 Corinthians - Bom começo, cochilo e goleada

Maycon comemora seu gol (DHAVID NORMANDO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Em jogo com etapas distintas, o Corinthians desperdiçou ótima vantagem mas soube se recompor para sair de São Januário com a vitória em jogo eletrizante.

A partida teve início movimentado. O time da casa perdeu Kelvin logo no inicio por contusão, e sofreu gol de Marquinhos Gabriel, em bela jogada e passe preciso de Arana.

Mas o Vasco não se abalou e passou a controlar as ações, contra um Corinthians excessivamente acuado, que fazia faltas tolas e tinha em Paulo Roberto um jogador nitidamente perdido na lateral direita. A tônica foi essa por boa parte do primeiro tempo, até que em contra ataque mortal o Timão ampliou sua vantagem: lindo passe de Marquinhos Gabriel para Jô driblar o goleiro e marcar. Um primeiro tempo em que o Corinthians demonstrou aproveitamento acima da média, mas sofreu mais do que era preciso.

A segunda etapa teve seu início em movimento contrário. A zaga corintiana, que resistiu à pressão nos 45 minutos iniciais, foi vazada 2 vezes em minutos consecutivos. Obra de Luis Fabiano, que confirmou sua fama de marcar contra o Corinthians mais uma vez, num recomeço de jogo insano.

Quando o Vasco parecia perto de virar o jogo, a categoria do recém-contratado Clayson apareceu; ótima visão de jogo que possibilitou a Maycon marcar o terceiro gol da equipe de Carille. Gol que diminui o impeto vascaíno, deixando o andamento da partida à feição corintiana: linhas bem postadas, retomada rápida de bola esperando o contra ataque.

Receita que garantiu mais dois gols. Clayton acabara de ingressar na partida quando marcou o quarto, em mais uma boa jogada que envolveu a zaga do time carioca. E fez também o quinto, ao apagar das luzes de um jogo maluco. Interessante notar que embora tenha mantido Paulo Roberto na partida, Fábio Carille teve o evidente mérito de fazer substituições ofensivas, que foram importantes para a construção do placar elástico.

Num jogo atípico para o padrão corintiano - não pela forma de atuar, mas pelo número de gols -uma vitória que de certa forma recupera os pontos perdidos em casa contra a Chapecoense. E que demonstra que esse time pode construir trajetória interessante na competição.

Estádio: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 7/6/2017, 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Assistentes: Fabio Rodrigo Rubinho (MT) e Marcelo Grando (MT)
Renda/público: R$ 561.905,00/15.517 pagantes/16.288 presentes
Cartões amarelos: Clayson, Pablo, Gabriel (COR)

GOLS: Marquinhos Gabriel 3'/1ºT (0-1), Jô 38'/1ºT (0-2), Luis Fabiano 1'/2ºT (1-2), Luis Fabiano 2'/2ºT (2-2), Maycon 12'/2ºT (2-3), Clayton 38'/2ºT (2-4) e Clayton 46'/2ºT (2-5)

VASCO: Martin Silva, Gilberto (Nenê intervalo), Paulão, Breno e Henrique; Jean (Muriqui 31'/2ºT), Douglas, Yago Pikachu e Mateus Vital; Kelvin (Manga 5'/1ºT) e Luis Fabiano. Técnico: Ednelson Silva.

CORINTHIANS: Cássio, Paulo Roberto, Pablo, Pedro Henrique e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Jadson (Giovanni Augusto 28'/2ºT) e Marquinhos Gabriel (Clayton 37'/2ºT); Clayson (Pedrinho 35'/2ºT) e Jô. Técnico: Fábio Carille.






Pós-jogo: Corinthians 2x0 Santos - Os melhores 45 minutos do ano

♠ Publicado por Fiel Corinthiano em ,,,,,,
Jô marcou mais um gol em clássicos - o terceiro contra o Santos (Foto: Reprodução / ESPN)
Está cada vez mais difícil criticar ou diminuir a qualidade do trabalho que o Corinthians vem fazendo nessa temporada. E o jogo de ontem (03) foi mais uma mostra disso: diante de mais de 40 mil torcedores na Arena, a equipe soube controlar o Santos no primeiro tempo para promover um verdadeiro massacre na segunda etapa, conquistando uma vitória com enorme autoridade - a terceira seguida no Brasileirão!

Os números do Timão no ano não deixam mentir: já são 17 jogos de invencibilidade. Nada menos que 11 semanas sem saber o que é perder. Apenas duas derrotas e 17 gols sofridos em 33 jogos. Campeão paulista com sobras, e líder do Brasileirão. Será que ainda dá pra colocar esse desempenho na conta da sorte? Eu acredito que não!

O Corinthians entrou em campo nesse domingo ciente de que precisava de um bom resultado, afinal vinha de quatro empates seguidos dentro da Arena. Era necessário quebrar essa marca, para se manter entre os primeiros na tabela e não perder mais pontos em casa. Só faltou combinar com o Santos, que apostava em aproveitar falhas corinthianas para surpreender no contra-ataque.

O jogo foi bem desenvolvido pelas equipes, com uma leve superioridade do Corinthians, que criou a primeira chance com Jô aos 16 minutos. O Santos respondeu em seguida, com Bruno Henrique - mas Cássio defendeu em dois lances, com tranquilidade. Pouco depois, Rodriguinho quase marcou um golaço de longe, mas Vanderlei fez excelente defesa e evitou a abertura do placar. No fim do primeiro tempo, o 0x0 foi um pouco menos do que o Timão merecia.

Logo no começo do segundo tempo, Carille foi forçado a fazer uma mudança na equipe: Maycon saiu, lesionado, e Camacho entrou no seu lugar. Coincidência ou não, o Corinthians cresceu. Não apenas cresceu: passou a dominar completamente a partida, sufocando o Santos em seu campo, que parecia não saber como reagir.

As chances começaram a surgir, uma atrás da outra. E o gol não demoraria a acontecer: aos 11 minutos, Rodriguinho marcou após escanteio - mas o gol foi bem anulado, pois o meia estava impedido. O Timão não se abateu: logo na sequência, Pedro Henrique aproveitou novo escanteio e mandou a bola para o gol - mas enquanto todos comemoravam, novamente a arbitragem interferiu, e dessa vez errando feio. O bandeira alegou que Romero, à frente do zagueiro corinthiano, havia atrapalhado o goleiro Vanderlei no lance - o que não foi comprovado por nenhuma imagem de TV. Gol mal anulado, Corinthians prejudicado.

O que poderia ser motivo para desanimar o time, porém, se mostrou apenas um obstáculo facilmente ultrapassado. A equipe corinthians continuou sufocando o adversário e criando perigo a cada ataque. Era evidente que o gol era questão de tempo, e foi: Fagner lançou para dentro da área, Jô desviou e Romero marcou: 1x0 para o Corinthians! Dessa vez a arbitragem não pôde anular!

Nada mudou após o gol: o Corinthians continuava apertando o Santos. Não demorou para que Jadson encontrasse Rodriguinho na área, que ajeitou para Jô mandar para o gol em um belíssimo lance: 2x0 para o Corinthians, que já tinha a vitória nas mãos!

Fábio Carille aproveitou a vantagem para mexer na equipe, que continuou controlando as ações diante de um Santos cujo único lance de destaque na segunda etapa foi a expulsão de Bruno Henrique, aos 37 minutos. O jogo ainda foi paralisado no final por conta de sinalizadores acesos pela torcida corinthiana, mas não houve tempo para mais nada depois disso: vitória incontestável do Corinthians, e liderança provisória do Brasileirão assegurada!

Na próxima semana, o Corinthians vai ao Rio de Janeiro enfrentar o Vasco, e volta à Arena para receber o São Paulo. Boas chances de vencer mais duas e continuar aumentando a invencibilidade! Time para isso nós temos, e tá ficando impossível não reconhecer. Vai Corinthians!
Melhores momentos

FICHA TÉCNICA: CORINTHIANS 2X0 SANTOS
Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 03 de junho de 2017, sábado
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (RS)
Cartão amarelo: Victor Bueno (Santos)
Cartão vermelho: Bruno Henrique (Santos)
Gols: Romero (Corinthians); Jô (Corinthians)
Público pagante: 40.169 (total: 40.436)
Renda: R$ 2.110.601,50

CORINTHIANS: Cássio, Fagner, Pedro Henrique, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon (Camacho); Jadson (Clayson), Rodriguinho (Fellipe Bastos) e Ángel Romero; Jô. Técnico: Fábio Carille
SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz (Yuri) e Copete; Renato, Thiago Maia e Vladimir Hernández (Rafael Longuine); Vitor Bueno, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira (Rodrigão). Técnico: Dorival Júnior

Pós-jogo: Atlético-GO 0x1 Corinthians - Um prêmio à disciplina

♠ Publicado por Fiel Corinthiano em ,,,,
Rodriguinho marcou o gol da vitória corinthiana (Foto: Reprodução / ESPN)
Já se passaram 10 semanas desde que, no já distante 19 de março desse ano, o Corinthians foi a Araraquara e perdeu para a Ferroviária, pelo Campeonato Paulista. Abril chegou, e com ele veio a decepção da eliminação na Copa do Brasil e a alegria pela improvável final no estadual. Veio maio, e ele nos trouxe um título, a classificação na Copa Sul-Americana e, agora, a liderança provisória no Campeonato Brasileiro. Tudo isso sem derrotas. Dois meses e 16 jogos sem saber o que é perder.

Muito podem falar que é sorte, uma ilusão criada pelo Corinthians na qual todos nós estamos caindo desde janeiro. Mas o fato é um só: se isso é uma ilusão, vem sendo mantida com muita competência por Carille e seu elenco, não?

O jogo de hoje foi mais uma mostra do que o Corinthians tem feito desde o começo da temporada: uma equipe ciente das suas limitações, que joga sem criar falsas expectativas e que não tem medo de ser pragmático se isso significar um bom resultado. Enfrentando um Atlético-GO que é cotado como rebaixável desde já, o Timão priorizou o controle da partida, sem se arriscar. Como prêmio, também quase não correu riscos.

Aproveitando-se das limitações do time da casa, hoje foram criadas mais chances de gol do que na última partida (contra o Vitória). Logo no início Maycon arriscou da intermediária, sem sucesso, e pouco tempo depois Jô teve uma chance clara, mas o goleiro Felipe salvou sua equipe com um quase milagre.

O gol parecia questão de tempo, e foi isso que aconteceu: Arana avançou pela esquerda e viu Rodriguinho entrando na área. O passe foi perfeito, e a finalização também: Corinthians 1x0.

O Atlético não parecia ter forças para reagir, e o Corinthians se contentou em manter a vantagem e não correr riscos. Com isso, o primeiro tempo não teve outras grandes chances - somente na etapa final voltamos a ameaçar o gol, com o estreante Clayson - que acabou perdendo grande oportunidade. Jadson ainda tentou marcar duas vezes, de falta, e Cássio evitou o empate no finalzinho com grande defesa. No fim, vitória confirmada e liderança provisória garantida!

A vitória de hoje, bem como todo a eficiência mostrada na temporada, tem uma só causa: a disciplina à proposta de jogo feita por Fabio Carille. Um time que em 31 partidas perde apenas duas não pode estar vivendo apenas um golpe de sorte, como muitos dizem. A questão, portanto, é: até quando essa disciplina poderá levar o Corinthians? Haverá um momento em que ela não será o bastante?

Difícil dizer. Os próximos jogos serão importantes para mostrar a que o Timão veio: Santos em casa, Vasco fora e São Paulo e Cruzeiro em casa. Conseguindo algo entre sete e 10 pontos nessa sequência, o Corinthians poderá completar 1/5 do campeonato com aproveitamento de G-4, ou mesmo de líder. Temos time pra bancar uma campanha dessas? Não sei... mas vontade não falta!

Pelo bem, pelo mal, deixo um pedido. Que o Corinthians de Carille continue nos iludindo, pois estão fazendo isso muito bem! Vai Corinthians!

Melhores momentos

FICHA TÉCNICA: ATLÉTICO-GO 0X1 CORINTHIANS
Local: Serra Dourada, em Goiânia
Data: 28 de maio de 2017, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Paulo Henrique Vollkopf (MS)
Assistentes: Eduardo Gonçalves e Leandro Ruberdo (ambos do MS)
Gol: Rodriguinho (Corinthians)
Cartões amarelos: Eduardo (Atlético-GO), Igor (Atlético-GO)

ATLÉTICO-GO: Felipe, Eduardo (André Castro), Ricardo Silva, Roger Carvalho e Bruno Pacheco; Marcão, Luiz Fernando (Andrigo), Igor, Everaldo (Júnior Viçosa) e Jorginho; Walter. Técnico: Marcelo Cabo
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon; Jadson (Clayson), Rodriguinho e Romero (Clayton); Jô (Kazim). Técnico: Fábio Carille

Pós-jogo: Vitória 0x1 Corinthians - Carille ousa e Jô decide.

Jô mais uma vez decidiu (Marcelo Malaquias/Estadão Conteúdo)

Pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro o Corinthians foi a Salvador enfrentar o Vitória, buscando recuperar os pontos perdidos diante da Chapecoense.

Em um primeiro tempo sonolento, as duas equipes deixaram a desejar e poucas chances reais de gol foram criadas. Com pouco destaque do meio, a melhor chegada corintiana foi em chute de Jô, que Romero acossado pela marcação não conseguiu concluir a gol.

O Corinthians tinha mais posse, mas faltava ser mais agressivo na transição ofensiva e ter mais qualidade nos passes no setor criativo.

A segunda etapa começou no mesmo ritmo, mas os times demonstraram evolução após os 20 minutos. Em boa jogada, Maycon dominou na área e chutou para fora.

Sinal de que o gol alvinegro não tardaria a sair. Em grande jogada - com ótima participação de Jadson - Marquinhos Gabriel deixou Jô em ótima posição para concluir. O atacante foi preciso e superou o goleiro adversário com categoria. Destaque para a ousada substituição de Carille, já que Marquinhos ingressou na partida substituindo o volante Maycon.

Após o gol, o Vitoria saiu mais ao ataque e o Corinthians teve mais chances graças aos espaços, mas o placar permaneceu inalterado. Na próxima rodada o Corinthians joga fora novamente, contra o Atlético-GO.

VITÓRIA 0 x 1 CORINTHIANS

Data/Horário: 21/5/2017, às 16h
Local: Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
Árbitro: Péricles Bassols (PE)
Assistentes: Clovis Amaral da Silva e Cleberson do Nascimento Leite (ambos de PE)
Público e renda: 16.615 pagantes / R$ 460.438,50

Cartões amarelos: Marquinhos Gabriel (COR)
Cartões vermelhos: -

Gol: Jô, aos 30'/2ºT (0-1)

VITÓRIA: Fernando Miguel, Leandro Salino, Alan Costa, Fred e Geferson; Willian Farias, Uillian Correia (Euller - 31'/ºT) e Cleiton Xavier (Pisculichi - 20'/2ºT); Paulinho, David e Rafaelson (Jhemerson - 27'/2ºT). Técnico: Petkovic.

CORINTHIANS: Cássio, Fagner, Balbuena (Léo Santos - 22'/2ºT) , Pedro Henrique e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon (Marquinhos Gabriel - 26'/2ºT); Jadson (Paulo Roberto - 42'/2ºT), Rodriguinho e Romero; Jô. Técnico: Fábio Carille.