Pós-Jogo: Audax 0x1 Corinthians, Kazim decide

Kazim vibra com o gol (Ale Cabral/AGIF/Estadão Conteúdo)


Com 4 mudanças na escalação – Arana, Camacho, Jabá e Kazim titulares – o Corinthians foi ao José Liberatti enfrentar o Audax. Dessa forma o time voltou ao 4-1-4-1 das primeiras partidas do ano. A idéia era resistir à proposta do time de Fernando Diniz, pressionar a posse adversária e ter qualidade na transição ofensiva.

Logo no 1° minuto de jogo, a qualidade de Camacho apareceu, em bom passe para Jabá cruzar – Romero concluiu pressionado pela zaga.

Nos lances seguintes a partida prosseguiu sem grandes emoções. O time da casa fazia seu jogo tradicional, circulando bem a bola, mas sem profundidade. O Corinthians quando retomava a posse, tinha dificuldade para sair jogando, muitas vezes recorrendo a ligações diretas sem sucesso. Além disso os atletas pareciam sentir o forte calor e o ritmo não se alterou até a parada para hidratação.

Com a disputa novamente em andamento saiu o gol que definiu o placar. Na saída de bola, Felipe Rodrigues pressionado por Camacho errou e Kazim sozinho girou para chutar forte no canto e superar o goleiro.

A partir desse momento Rodriguinho se mexeu mais, iniciou contra-ataques mas errou muito na tomada de decisão.

A etapa final começou melhor tecnicamente. A intensidade do Audax caiu, os espaços apareceram e o Corinthians teve boas chances com Jabá aos 2 e Romero aos 5 minutos. Aos 7 Kazim pediu para sair e Maycon entrou em seu lugar. Aos 19, após desperdiçar nova oportunidade Léo Jabá deu lugar a Marlone.

Após as mudanças o Audax cresceu na partida, arriscando chutes de fora da área e o Alvinegro não conseguiu mais contra-atacar.

O panorama em campo permaneceu o mesmo e o Corinthians venceu mais um jogo pela contagem mínima, o terceiro na competição.

Mais uma vez um time disciplinado taticamente, com boa recomposição defensiva e movimentos coordenados. Foi criado um número maior de oportunidades em relação à media das outras apresentações, porém as finalizações seguem deficientes. Há muito o que evoluir nesse quesito.

Com o resultado o Timão assumiu a liderança do seu grupo. A próxima partida é o clássico contra o Palmeiras, quarta feira às 21h45 em Itaquera.


AUDAX 0 x 1 CORINTHIANS
Local: Estádio José Liberatti, em Osasco
Data: 18 de fevereiro de 2017, sábado
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: José Claudio Rocha Filho
Assistentes: Rogerio Pablos Zanardo e Marco Antonio de Andrade Motta Jr
AUDAX: Felipe Alves; Felipe Rodrigues (Gustavo Marmentini), André Castro e Betinho; Marquinho (Rafael Oliveira), Léo Artur, Pedro Carmona e Danielzinho; Gabriel Leite, Ytalo e Hugo (Rafinha).
Treinador: Fernando Diniz
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel; Camacho (Fellipe Bastos) e Rodriguinho; Romero, Léo Jabá (Marlone) e Kazim (Maycon).
Treinador: Fábio Carille

Gol: Kazim (31 minutos do primeiro tempo)





Pós-Jogo: Corinthians 1x0 Novorizontino

♠ Publicado por Andrade em ,,,
Pablo comemora seu gol.(Daniel Augusto Jr./ Ag. Corinthians)


Pela terceira rodada do Campeonato Paulista, o Corinthians recebeu o Novorizontino na Arena, sua 90ª partida no estádio. Perante pouco mais de 11 mil torcedores, vitória com gol do zagueiro Pablo.

A equipe de Fábio Carille entrou em campo com Fellipe Bastos posicionado na 2ª linha ao lado de Gabriel, alterando o desenho para um 4-2-3-1, possivelmente buscando melhorar a saída de bola e as transições. A equipe do interior espelhou esse posicionamento, e não se limitava a defender, buscando vez ou outra atacar em velocidade.

O primeiro tempo foi sofrível. Os dois times abusaram dos erros de passes, sem demonstrar o mínimo de lucidez na articulação ofensiva. Mesmo com Fellipe Bastos participativo, faltava qualidade no passe decisivo. Nenhuma novidade no Corinthians 2017; um time organizado, mas sem a capacidade de efetivar seu domínio em gols.

Coube a uma bola parada a tarefa de tirar o alvinegro do sufoco. Escanteio batido por Fagner e Pablo subiu bem para marcar seu primeiro gol com a camisa corintiana.

A partir do gol o Corinthians se impôs mais, pressionando o adversário. O Novorizontino ficou mais retraído, e com uma circulação de bola melhor e mais tranquilidade o time da casa criou algumas chances. A melhor em rápido contra-ataque puxado por Rodriguinho, que deixou Marlone em boas condições para marcar. O camisa 8 finalizou em cima do goleiro, e no rebote o próprio Rodriguinho foi travado pela zaga.

A segunda etapa começou com boa oportunidade. Aos 55 segundos, chute de Fellipe Bastos desviado por Doriva acertou o travessão. O Corinthians permanecia em cima do oponente.

Aos 19 minutos Léo Jabá entrou na vaga de Marlone. O garoto, que desperdiçou a posse em sua primeira participação, usou bem sua velocidade, notadamente em um belo drible que resultou em falta próxima à área. Dez minutos depois foi a vez de Kazim substituir Jô, mal em campo. O autodenominado Gringo da Favela demonstrou bastante raça nas disputas de bola, ensaiou alguns dribles mas nada suficiente para aumentar o placar em Itaquera.

Placar que por pouco não foi o de empate. No último lance da partida, a defesa corintiana – mais efetiva nas bolas áreas que no último jogo – permitiu a cabeçada de Alexandro que passou rente à trave.

Em mais uma atuação fraca do ponto de vista técnico, o Corinthians venceu. Importante para inspirar confiança num grupo comandado por um técnico novo, mas ainda pouco projetando desafios mais exigentes na temporada.


CORINTHIANS 1 X 0 NOVORIZONTINO

Data: 15 de fevereiro de 2017, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Competição: Campeonato Paulista (3ª rodada)
Público: 11708 torcedores
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Eduardo Vequi Marciano e Risser Jarussi Corrêa
Cartões amarelos: Fagner, Leo Jabá, Everaldo, Domingues
Gol: Pablo, aos 28min do primeiro tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Moisés; Gabriel e Fellipe Bastos (Camacho); Romero, Rodriguinho e Marlone (Léo Jabá); Jô (Kazim). Técnico Fábio Carille

NOVORIZONTINO: Tom; Cléo Silva, Domingues, Guilherme Teixeira e João Lucas; Éder (Henrique Santos), Doriva, Roberto e Fernando Gabriel (Caíque); Everaldo (Roberto) e Alexandro. Técnico: Júnior Rocha.







Pós-jogo: Corinthians 0x2 Santo André

♠ Publicado por Andrade em ,,,



Jô tenta a conclusão (Foto: Reprodução / Marcelo Zambrana/AGIF)


Em noite de apresentação de Jadson à torcida, o Corinthians enfrentou o Santo André na Arena em confronto pelo Campeonato Paulista, O jogador recebeu a camisa 77 das mãos de Basílio, em cerimônia que também homenageou o time que quebrou o tabu corintiano.

Com a bola rolando, a entrada desde o inicio de Marquinhos Gabriel no lugar de Giovanni Augusto contundido. O Alvinegro tomou a iniciativa desde o apito inicial. Teve um gol (mal) anulado e mantinha a posse da bola.

Aos 10 minutos a primeira chance válida: após boa trama entre Fagner e Marquinhos Gabriel, a bola levantada  na área encontrou Marlone que ajeitou para Jô cabecear à direita do gol.
Mas no lance seguinte um balde de água fria nos pouco mais de 18 mil espectadores: falta na área, falha na marcação e Edmilson abriu o placar para os visitantes.

Nos minutos seguintes o Santo André não se retraiu; teve a bola, criou chances e causou dificuldades ao sistema defensivo alvinegro, principalmente em cruzamentos. Ficaram evidentes falhas defensivas que não haviam sido demonstradas nas primeiras apresentações de 2017.

O Corinthians parou de pressionar e passou 10 minutos sem concluir ao gol adversário. Aos 21 a grande chance do empate. Após bola lançada na área por Moisés, Eduardo Ramos empurrou Marlone pelas costas: pênalti acertadamente anotado pela arbitragem. Infelizmente a noite que já se anunciava adversa prosseguiu da mesma forma. Jô cobrou mal e o goleiro Zé Carlos defendeu.

Até o final da primeira etapa o panorama do jogo não mudou. Embora o Santo André tenha adotado postura mais conservadora, o Corinthians manteve os mesmos problemas e pouco incomodou a meta adversária. Jô atuava cada vez mais isolado, se tem com quem tabelar ou fazer uma jogada minimamente lúcida. Todas as suas intervenções na partida eram em jogadas brigadas com a zaga adversária, sem sucesso, inclusive em sua melhor oportunidade aos 43 minutos

Na volta para a etapa final, a perspectiva de um toque mais refinado e com possibilidade de gerar chances de gol, com a entrada de Guilherme no lugar de Fellipe Bastos.
Oportunidades com Marlone e Rodriguinho nos primeiros minutos após o intervalo indicavam um time com mais volume de jogo e o Santo André retraído, esperando um contra-ataque para definir a partida a seu favor.

Aos 19 minutos, após Marlone sentir Kazim entrou na partida. Pelo lado azul e branco o ex-corintiano Claudinho também ingressou em campo.
Em seguida a proposta de jogo do Santo André foi premiada. Após reposição de Zé Carlos, Gabriel foi mal de cabeça, Fagner pior ainda na dividida e Claudinho chegou às redes em cruzamento de Deivid. 2x0 para o time do ABC Paulista.

Carille povoou o ataque, tentou algo na base do abafa mas o placar seguiu inalterado. Guilherme mais uma vez não foi o diferencial criativo e Kazim, embora buscando o jogo foi pouco efetivo.

Numa noite em que nada deu certo em campo, os únicos bons momentos para a Fiel foram as oportunidades de reverenciar ídolos eternos e receber de volta um protagonista recente.



CORINTHIANS 0 X 2 SANTO ANDRÉ
Data: 11 de fevereiro de 2017, sábado
Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Competição: Campeonato Paulista (2ª rodada)
Público: 18.271
Renda: R$ 798.997,30
Árbitro: Salim Fende Chavez
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Alberto Poletto Masseira
Cartões amarelos: Eduardo Ramos, Zé Carlos e Cicinho  (Santo André); Rodriguinho (Corinthians)
Gols: Edmilson, aos 11 minutos do primeiro tempo, e Claudinho, aos 21 minutos de segundo tempo.
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Moisés (Romero); Gabriel; Marlone (Kazim), Fellipe Bastos (Guilherme), Rodriguinho e Marquinhos Gabriel; Jô. Técnico: Fábio Carille.
SANTO ANDRÉ: Zé Carlos; Cicinho, Leonardo, Reniê e Paulinho (Diogo Orlando); Baraka, Dudu Vieira, Fernando Neto e Eduardo Ramos; Deivid e Edmilson (Claudinho). Técnico: Toninho Cecílio.







Pós-jogo: São Bento 0x1 Corinthians - Jô decide

Rodriguinho disputa a bola em um gramado bastante encharcado (Divulgação/Corinthians)
O Corinthians fez sua estreia no Campeonato Paulista contra o São Bento, num Walter Ribeiro com o gramado muito prejudicado pela chuva.

Na primeira etapa o campo pesado atrapalhou muito as duas equipes. O Corinthians – que contou com a volta de Rodriguinho tomou a iniciativa da partida. Controlou o jogo, mas não criou oportunidades claras.

Com a dificuldade de atuar pelo chão, por muitas vezes a alternativa era a bola alta, com Jô levando a melhor sobre os zagueiros, mas sem que isso resultasse finalizações.

As melhores chances foram em cabeçada de Giovanni Augusto para fora e uma finalização de Jô interceptada pela zaga adversária. Já o time da casa chegou bem em chute de fora da área de Itaqui, que Cássio defendeu com dificuldade para o corte providencial de Pablo.

Na volta para a segunda etapa, as condições do gramado melhoraram sensivelmente, permitindo que a bola rolasse mais. O Corinthians seguiu tendo mais posse, e aos 9 minutos marcou: Jô foi esperto e forçou a falta do zagueiro Pitty. Pênalti que o próprio camisa 7 bateu com categoria para abrir o placar em Sorocaba.

Após o gol, e pela necessidade, o São Bento passou a adotar uma postura mais ofensiva. Rondou o gol do arqueiro corintiano e aos 29 teve boa chance em falta cobrada por Itaqui com muita força, para fora. Em seguida a esse lance, Camacho, um dos melhores em campo no amistoso contra a Ferroviária ingressou no lugar de Fellipe Bastos.

Até o final da partida o São Bento buscou o empate, liderado por Morais e utilizando bastante os laterais.O Corinthians, sólido apenas administrou a vantagem.

De positivo além da vitória, a demonstração de um time organizado, que jogou coletivamente e soube conduzir a partida à sua maneira.

Pelo Paulista o Corinthians volta a campo no próximo sábado contra o Santo André, às 21 horas na Arena.

Melhores momentos do jogo

FICHA TÉCNICA: SÃO BENTO 0 x 1 CORINTHIANS
Local: Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba
Data: 04 de fevereiro de 2017, sábado
Árbitro: Raphael Claus
Assistentes: Evandro de Melo Lima e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Cartões amarelos: Pitty, Gabriel e Balbuena
Gol: Jô, aos 9min do segundo tempo

SÃO BENTO: Rodrigo Viana; Régis de Souza (Renan Mota), Pitty, João Paulo e Marcelo Cordeiro; Fábio Bahia e Itaqui; Bebeto, Giovanni e Morais (Clébson Lima); Ricardo Bueno (Magrão). Treinador: Paulo Roberto Santos
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Pablo, Balbuena e Moisés; Gabriel; Giovanni Augusto (Marquinhos Gabriel), Fellipe Bastos (Camacho), Rodriguinho e Marlone; Jô (Romero).Treinador: Fábio Carille

Análise do novo elenco corinthiano para 2017

O novo elenco corinthians (Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)
Chegou o fim do melancólico ano de 2016, onde a fiel viu o elenco campeão no ano ano anterior, o técnico Tite e sua comissão técnica irem embora ainda no primeiro semestre. Agora em 2017, a perspectiva é boa, as poucas boas surpresas do ano passado foram mantidas, chegaram bons reforços em todos os setores e Fábio Carille ganhou a chance que há tanto tempo vinha merecendo. É ponto pacífico que a versão 2017 do elenco corinthiano é muito superior à do ano passado, e com um bom trabalho do novo técnico, o Corinthians pode brigar por títulos nessa temporada. Como toda equipe começa pelo goleiro, começaremos a análise do reformulado elenco corinthiano por eles.

Contando com Cássio, Walter e Caíque, a função de goleiro é uma das poucas que não sofreu nenhuma alteração. É bem verdade que haverá uma disputa interessante pela titularidade entre Cássio e Walter durante o decorrer da temporada, mas seja lá quem for o escolhido, o Corinthians estará bem representado. 

Nas laterais, Uendel saiu para dar de vez a titularidade para o jovem e promissor Guilherme Arana, Moisés voltou de empréstimo após boa temporada no Bahia e suprirá as ausências de Arana quando este estiver nas seleções de base, expulso ou machucado. Os dois nomes da lateral esquerda são bons e promissores e têm tudo para concretizarem a grande expectativa em torno deles. Na direita, Fágner continua intocável, com o competente Léo Príncipe na sua reserva. A despeito do desempenho abaixo da média no segundo semestre de 2016, Fágner deve retomar seu bom nível. Nas laterais estamos bem servidos e não devemos ter problemas para a temporada. 

Na zaga, Pablo chegou para dar mais solidez ao setor, que não conseguiu passar segurança para o torcedor com o péssimo Vilson, o esforçado Balbuena e os jovens Léo Santos (que está com a seleção sub 20) e Pedro Henrique. Apesar de considerar Pablo um ótimo reforço, e Léo Santos e Pedro Henrique como muito promissores, ainda falta um zagueiro para ser titular com Pablo. Balbuena é mediano e Vilson nem deveria estar no elenco. A zaga melhorou, mas ainda podemos ter problemas contra outros grandes. 
O novo xerife da fiel (Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)

Fazendo a proteção à zaga, o grupo de volantes do Corinthians impõe respeito. Em um movimento de muita inteligência, Gabriel Girotto foi contratado de graça do arquirrival Palmeiras, Maycon e Marciel voltaram dos seus empréstimos e devem ter bastante espaço jogando como segundos volantes. Felipe Bastos e Paulo Roberto completam o time de volantes, com o primeiro tem mais credenciais e até larga bem na briga pela vaga no meio de campo, já o outro, a não ser que se revele uma genial contratação, não deve ter muito espaço. O importante é sabermos que nossa defesa finalmente estará protegida desde a saída de Ralf. 
Gabriel chega com moral (Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)

Jogando mais à frente, o setor de criatividade ganha o reforço de Jádson, que deve se juntar a Rodriguinho e Marlone no time titular. Na reserva, Camacho, Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto e Guilherme são opções interessantes para substituições no segundo tempo e se jogarem com mais determinação podem até serem titulares, pois já demonstraram muito mais futebol do que o apresentado na temporada passada. Veredito: um meio de campo forte e recheado de boas opções no banco, se eu fosse o Carille, jogaria com Gabriel mais atrás, Rodriguinho e Camacho pelo meio, com Camacho um pouco mais preso e Rodriguinho emulando o Renato Augusto de 2015; e Jádson e Marlone abertos nas laterais. 
Um dos melhores jogadores de 2015 está de volta (Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)

No ataque só resta uma vaga de titular que provavelmente ficará entre Kazim, o gringo da favela, e Jô. Correndo por fora está Angel Romero, que contra tudo (inclusive suas deficiências técnicas) e contra todos, sempre tem arranjado um jeito de jogar. Além deles, Léo Jabá ganhará uma chance no Paulista. Convém notar também que para a disputa do Brasileirão, Willian Potker foi contratado e se repetir o desempenho do ano passado, em que foi artilheiro da Série A, será páreo duro para Jô e Kazim. 
O bom filho à casa torna e Jô está de volta (Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)

O elenco para o Campeonato Paulista é formado por mais de 30% de atletas da base, e deve ganhar mais algumas pratas da casa depois do torneio estadual. O Corinthians montou um elenco forte e bem equilibrado e tem tudo para fazer um bom papel no decorrer do ano. O coringão tem boas chances nos torneios mata-mata, como o Paulistão, a Copa do Brasil e a Sulamericana, no Brasileirão as boas peças de reposição devem ser úteis e fazer o Corinthians dar trabalho e disputar uma das quatro primeiras vagas. Tudo isso contando que Fábio Carille e o ótimo Osmar Loss façam bom trabalho no comando alvinegro

Pós-jogo: Corinthians 1x0 Ferroviária - Vitória no fim

Marlone domina a bola cercado por adversários  (Foto: Reprodução / Marcelo Zambrana/AGIF)
No último teste antes da estreia no Campeonato Paulista, o Corinthians recebeu a Ferroviária na Arena em noite de festa e reencontro com o torcedor.

Antes do início da partida os jogadores da equipe de futsal, campeões da Liga Paulista e da Liga Nacional em 2016 foram homenageados. Já a equipe de futebol feminino – Campeã da Copa do Brasil foi saudada pelos torcedores no intervalo do jogo.

Ainda na cerimônia que precedeu o jogo, o clube apresentou oficialmente o elenco para 2017, com os jogadores recebendo as camisas das mãos de torcedores antes de ingressarem no gramado.
Quando a bola rolou, o time de Fábio Carille foi a campo disposto no 4-1-4-1, com Fellipe Bastos e Guilherme na segunda linha do meio e a estréia do zagueiro Pablo.

Aos 8 minutos a primeira chance clara: o goleiro Matheus saiu jogando errado e Guilherme desperdiçou oportunidade preciosa para marcar.

Contra um adversário bem organizado, com as linhas bem compactadas, o alvinegro teve o controle do jogo, mas apresentou dificuldades para fazer a bola chegar a Jô. Foram muitos os erros de passe, e o atacante pouco participou do jogo nos primeiros 30 minutos.

Em um problema recorrente na última temporada, Guilherme teve dificuldade de se encontrar nesse esquema e pouco foi notado em campo. O jogador realmente parece se sentir mais confortável atuando com mais liberdade no meio, numa linha de 3 jogadores atrás do atacante central, fato que motivou a mudança na forma de jogar com Tite ano passado.

Nos quinze minutos finais do primeiro tempo o Corinthians caiu bastante de produção - a melhor chance foi no minuto derradeiro em cabeçada de Jô defendida pelo goleiro.

Para o segundo tempo, uma escalação totalmente nova, enquanto o adversário só fez as primeiras alterações aos 10 minutos. Naturalmente o ritmo do jogo caiu e a primeira boa chegada foi aos 24 minutos com Romero após passe de Marciel e bobeada do zagueiro.

Camacho foi o que mais se destacou entre os suplentes, porém a atuação dessa segunda equipe também não foi convincente.

Quando tudo caminhava para um empate sem gols, Marquinhos Gabriel aproveitou passe de Camacho e marcou o gol da vitória.

O 1x0 foi justo, e Carille com certeza fez observações para o início da temporada. O desempenho não foi desesperador, à mesma medida que a vitória contra o Vasco não foi para criar falsas expectativas; o estágio de construção da equipe está claro e a evolução só poderá ser obtida com o tempo.

Melhores momentos da partida

FICHA TÉCNICA: CORINTHIANS 1 X 0 FERROVIÁRIA
Data: 1º de fevereiro de 2017
Horário: 21h45 (de Brasília)
Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Competição: Amistoso
Público: 22.231
Renda: R$ 365.603,00
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Auxiliares: Gustavo Rodrigues de Oliveira e Evandro de Melo Lima (ambos de SP)

CORINTHIANS: Cássio (Caique); Fagner (Léo Príncipe), Balbuena (Vilson), Pablo (Pedro Henrique) e Moisés (Marciel); Gabriel (Paulo Roberto); Giovanni Augusto (Marquinhos Gabriel), Fellipe Bastos (Cristian), Guilherme (Camacho) e Marlone (Bruno Paulo); Jô (Romero). Técnico: Fábio Carille
FERROVIÁRIA: Matheus (César), Willian Cordeiro (Raniele), Luan (Patrick), Leandro Amaro e Sávio; Claudinei (Fábio Souza), Flávio (Jonathan), Elder Santana (Bruno Lopes), Alan Mineiro (Kelvy) e Juninho (Capixaba); Leonardo (Tiago Marques). Técnico: Antônio Picoli

Gol: Marquinhos Gabriel, aos 49 do segundo tempo.

"Valeu Drogba": um espetáculo de auto-humilhação

♠ Publicado por Daniel Keppler em ,,,,,
Essa torcida merecia um pouco mais de respeito (Foto: Reprodução;/Blog do Will2S)
O post de hoje poderia ser sobre vários temas. Eu poderia falar hoje sobre a volta de Jadson ao Corinthians, pois é um grande reforço. Ou poderia falar sobre a definição do nosso primeiro adversário na Copa Sul-Americana, a Universidad de Chile, pois é um assunto importante também. Mas sou forçado a escolher outro tema... forçado pelo Corinthians, infelizmente.

Nos meus 29 anos de vida pude acompanhar muitos momentos do clube que tanto amo. Muitos bons, alguns nem tanto. Mas eu não esperava viver o suficiente para ver o meu Corinthians, gigante brasileiro, bicampeão mundial, se apequenar da forma como fez ao anunciar a recusa de Didier Drogba à proposta do clube.
A patética nota oficial do Corinthians agradecendo o "não" de Drogba (Foto: Reprodução/Corinthians)
A deprimente e vergonhosa nota oficial exala viralatismo desde o seu título: "Valeu Drogba". Desde que a li não paro de pensar: valeu pelo quê exatamente, hein Corinthians? Qual a razão de um agradecimento tão sentimental, pomposo e cheio de não-me-toques?

Seria pelo jogador ter recebido a proposta do clube, talvez? Não, deve ter sido pelo marfinense ter pensado na possibilidade de aceitá-la. Ah já sei: foi um "obrigado" pelo jogador ter dedicado alguns minutos de seu precioso tempo em uma teleconferência com o senhor Roberto de Andrade, só pode ser! Ele deve ter se sentido muito importante, então quis agradecer da forma certa...

Vejam bem, não estou tentando desdenhar o Drogba. Eu pessoalmente penso que seria, no mínimo, um sucesso comercial, que talvez rendesse frutos em campo, ali e aqui. A questão também não é ele ter recusado a oferta, é um direito dele - por mais que eu ainda não entenda bem quais seriam os tais "outros projetos" tão caros a ele que o impediram de dizer "sim".

A questão é um clube de futebol com 106 anos de história e 33 milhões de fanáticos apoiadores se rebaixar tanto a ponto de agradecer por um jogador de futebol ter feito exatamente o que é sua obrigação profissional: dar uma resposta a uma oferta de trabalho. Sério, na boa, o que tem isso de tão especial?

Corinthians, NÃO É NÃO. Um "não" de um craque mundial vale tanto quando o "não" do Joãozinho do time da esquina. É que nem bola na trave em final de campeonato: deixa o grito na garganta do torcedor, causa um certo frisson, mas não vale absolutamente NADA!

Talvez esse desastre em forma de comunicado tenha tentado romantizar a situação, ou supervalorizar o momento. Como se o clube quisesse dizer "vejam como somos importantes, o Drogba pensou em vir pra cá". Se foi isso, lamento dizer: foi um tremendo, enorme, desgastante e completamente desnecessário erro de cálculo. Que só piorou após a réplica do atleta, protocolar e profissional, através de sua conta no Twitter: "Valeu Corinthians". Sabem aquele tchauzinho sem sal que os artistas famosos dão quando um fã acena pra eles no aeroporto, ou na porta do hotel? Ou os dois risquinhos azuis do Whatsapp? Então. Valeu Corinthians.

A declaração de Drogba. Profissional como deveria ter sido a do Corinthians (Reprodução/Twitter)

Pior do que essa auto-humilhação pública, é ver que ela foi acompanhada de uma bela pitada de covardia. Afinal, a nota está escondida por entre as notícias do site - não aparece na home. Tampouco foi postada no Facebook ou no Twitter (medo da reação dos torcedores?). Nada. O clube literalmente empurrou para a mídia o dever de espalhar a notinha, sem vergonha alguma. Aí fica fácil, né pessoal?

Infelizmente, o que podia ter sido um final digno de uma negociação que não tinha nada a dever para nenhuma outra nessa janela virou um prato cheio pra chacotas dos rivais. Não que eu ache que "Drogba no Corinthians" é o novo "Anelka é do Galo", pois são situações diferentes. Mas ao divulgar uma nota que chega ao ponto de afirmar que, por conta de uma negociação malsucedida, o jogador virou torcedor do clube (ou "mais um louco do bando"), o clube se perde em meio ao ridículo, e leva seu torcedor junto. Foi patético. Totalmente vira-latas, lambe-botas. Enfim: lamentável.

Depois dessa, só me resta esperar que o Corinthians de Fábio Carille saiba mostrar seu tamanho real dentro de campo. Pois fora dele, está ficando cada vez mais claro que ninguém sabe direito o quanto pesa esse clube. Infelizmente, vai ficando mais e mais óbvio que algumas pessoas no Parque São Jorge não têm a menor noção do quanto suas palavras e ações representam. E como eu sinto por isso.

Por favor, respeitem o meu Corinthians.

Torneios que poderiam ser Mundial, mas não são - Parte 2

Há cerca de um mês, começamos nossa nova série de posts sobre os torneios amistosos internacionais disputados ao longo da História que foram (ou poderiam ser) considerados como Mundial de Clubes. Na Parte 1, falamos das duas primeiras competições que tiveram esse status: o Football World Championship (1887 a 1901-02) e o Torneo Internazionale di Foot-Ball (1908 a 1911).

A Primeira Guerra Mundial, que assolou a Europa, acabou por interromper todos os campeonatos na Europa, e demorou um tempo até que outras competições com esse status fossem organizadas. Em 1927 houve a edição inaugural da Mitropa Cup (ou Copa Europa), da qual falaremos no final do post, pois interpreta-se que é uma competição de status continental. Assim, voltaremos nossa série a partir de uma competição realizada três anos depois - no mesmo ano da primeira Copa do Mundo. Vamos lá?

Coupe des Nations (1930)

Em 1928, um congresso da FIFA aprovou a criação da Copa do Mundo de seleções, escolhendo como primeiro país-sede o Uruguai, então bicampeão olímpico. A iniciativa dificultou a participação dos países europeus, que teriam que atravessar o Oceano Atlântico de navio, e no final das contas apenas quatro seleções europeias toparam o desafio: Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia.

Foi aí que o Servette, então campeão suíço, decidiu organizar uma competição em contraponto ao torneio uruguaio: a Coupe des Nations, ou Copa das Nações. A ideia, segundo a imprensa da época, era convidar "os campeões de todos os países" para participar (Print 1), sem especificar exatamente quais. A primeira perspectiva de países convidados surge em março, quando o L'Impartial afirma que seriam chamados os campeões da Alemanha, Áustria, Espanha, França, Grã-Bretanha (provavelmente se referindo à Inglaterra), Itália, Holanda, Hungria e Tchecoslováquia. Na mesma matéria, o jornal fala sobre o envolvimento tanto do presidente quanto do vice-presidente da FIFA na organização, além de outras autoridades (Print 2).
Tratado como um "torneio internacional de grande envergadura", a Coupe des Nations teve um prêmio de 3000 francos suíços ao campeão (algo em torno de € 31 mil atualmente) (Print 3 da imagem acima). Em junho, finalmente, os 10 participantes foram confirmados. Todos campeões nacionais de seus países, fato celebrado pela imprensa, que chega a falar em "participação mundial" ao destacar esse fato. Entre os times confirmados estavam o belga Royal Cercle Sportif Brugeois, o francês Sète e o tcheco Slavia, clubes que cediam muitos jogadores para as seleções de seus países, além do húngaro Újpest, aclamado como campeão europeu de 1929 (Print 4).
O torneio teve em sua primeira rodada vitórias do First Vienna (AUT) sobre o Servette (SUI) por 7x0, do SpVgg Fürth (ALE) sobre o Sète (FRA) por 4x3, do Slavia (TCH) sobre o Cercle Brugeois (BEL) por 4x3 e do Újpest (HUN) sobre o Real Irún (ESP) por 3x1. Outros dois times entraram direto nas quartas-de-final: o Go Ahead (HOL e o Bologna (ITA), bem como o Servette e o Real Irún que venceram uma "rodada de consolação".

Nas quartas, tivemos First Vienna 7x1 SpVgg Fürth, Újpest 7x0 Go Ahead, Slavia 2x1 Real Irún e Servette 4x1 Bologna. Nas semifinais houve Újpest 3x0 Servette e Slavia 3x1 First Vienna. A equipe austríaca conquistou o terceiro lugar ao vencer o anfitrião suíço por 5x1, e na grande final o favorito Újpest goleou o Slavia por 3x0, conquistando a Coupe des Nations (Prints 5 e 6). Vale registrar que a partida decisiva foi apitada por Stanley Rous, que em 1961 se tornaria presidente da FIFA.
A página do torneio na Wikipédia em inglês afirma que uma segunda edição chegou a ser planejada, para ser disputada no norte da Itália, mas o projeto teria sido abandonado por razões financeiras. Sobre a edição de 1930, o Servette cita o torneio na página que conta a história do clube, mas como um "torneio internacional que reuniu 10 campeões nacionais", e não o inclui na sua galeria de troféus.

Por quê pode ser Mundial?
Era disputada pelos times dos melhores países da época
Tinha critérios de participação (campeões nacionais)
Parte da imprensa tratou o torneio como de relevância global
Contou com autoridades da FIFA na comissão organizadora (reconhecimento indireto?)

Por quê não pode ser Mundial?
Só contou com equipes da Europa, embora já existisse futebol organizado em outras regiões
O campeão do torneio não se considera campeão mundial
A chefia da organização coube ao Servette, um dos clubes participantes
Não foi reconhecida pela FIFA enquanto entidade, nem antes nem depois de 1930
Não foi reconhecida pela UEFA após a fundação da entidade em 1954

Tournoi International de l'Expo Universelle de Paris (1937)

O chamado "Torneio da Exposição Universal" foi organizado durante a edição francesa desse evento, o 34º de uma série de feiras mundiais que começou em 1851, na cidade de Londres (Reino Unido).

Já em abril a imprensa falava que as partidas seriam disputadas em quatro cidades francesas (Print 7), e que seriam convidadas equipes dos melhores países europeus - o que acabou de fato ocorrendo, pois cinco dos oito participantes eram campeões nacionais: Bologna na Itália, VfB Leipzig na Alemanha, Olympique de Marselha na França, Slavia Praga na Tchecoslováquia e Sochaux na França (copa). Além disso, o torneio contou com o então campeão da Mitropa Cup, o Austria Vienna.

Nas quartas-de-final, ocorreram as vitórias do Austria Vienna (AUT) sobre o VfB Leipzig (ALE) por 2x0, do Chelsea (ING) sobre o Olympique de Marselha (FRA) no sorteio após empate em 1x1, do Slavia (TCH) sobre o Phobos (HUN) por 2x1 e do Bologna (ITA) sobre o Sochaux (FRA) por 4x1.

Chelsea e Bologna se classificaram para a final após vencerem, respectivamente, Austria Vienna (2x0) e Slavia Praga (2x0). E na grande decisão, vitória italiana sobre os ingleses, e de goleada: 4x1. O Bologna era campeão do Torneio da Exposição Universal de Paris. É interessante ver que a equipe italiana não apenas cita o torneio em seu site oficial, mas possui uma página inteira apenas para contar a história da campanha, definindo a competição como "um Mundial na prática, inédito para o clube e de grande prestígio".
Imagem do jogo final entre Bologna e Chelsea (Foto: Arquivo Le Figaro)
Houve tentativas de organizar novas edições desse torneio em 1939 na cidade de Zurique (Suíça) e em 1942 na cidade de Roma (Itália), sem sucesso - provavelmente por conta das crescentes tensões provocadas pela Segunda Guerra Mundial que já estava em curso nesses anos.

Por quê pode ser Mundial?
A maioria dos participantes eram campeões nacionais das melhores ligas europeias
O campeão do torneio se considera campeão mundial
Teve formato similar à Coupe des Nations, que preenchia alguns critérios de torneio mundial

Por quê não pode ser Mundial?
Só contou com equipes da Europa, embora já existisse futebol organizado em outras regiões
Permitiu a participação de clubes que não foram campeões nacionais
Não foi tratado pela imprensa como um torneio de relevância global
Não teve em sua organização nenhum representante de federação nacional/UEFA/FIFA
Não foi reconhecido pela FIFA enquanto entidade, nem antes nem depois de 1937
Não foi reconhecida pela UEFA após a fundação da entidade em 1954

Somente alguns anos após o Torneio da Exposição Universal é que haveria uma nova iniciativa desse tipo. E ela ocorreria do outro lado do Atlântico, mais precisamente aqui no Brasil. Sim, me refiro à Copa Rio. Falaremos dela, e de outros torneios, no próximo post dessa série!

Observação: assim como no post anterior, não incluí nessa lista de hoje dois torneios que são considerados precursores das competições europeias. São eles:

Mitropa Cup, disputada entre 1927 e 1992 com algumas interrupções. Também conhecida como Copa da Europa Central (Mitteleuropa em alemão, que contraído virou Mitropa), especialmente nas primeiras edições quando reunia as melhores equipes do continente. Perdeu prestígio a partir da década de 1950, quando a Copa dos Campeões foi criada. Entre os campeões mais relevantes, podemos destacar o Bologna, Sparta Praga, Austria Vienna, Ferencváros, Ujpest e Vasas Budapeste;

Copa Latina, disputada entre 1949 e 1957 por times de França, Itália, Portugal e Espanha. Foi considerada na época a segunda competição mais importante da Europa, atrás apenas da Mitropa Cup. Seus campeões foram: Barcelona (1949 e 52), Benfica (1950), Milan (1951 e 56), Stade Reims (1953) e Real Madrid (1955 e 57).

Confira também: Parte 1
E você, o que acha? Conhecia esses torneios? Comente!

Ai, Adauto!

♠ Publicado por Vinicius Cruz em ,,,
O diretor de futebol do Corinthians (Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)
A torcida corinthiana tem se habituado a ouvir o nome de Flávio Adauto desde a reta final do brasileirão de 2016, mas a partir do meio de janeiro, o diretor de futebol corinthiano aparece quase todo dia nos noticiários esportivos. É natural que o nome do diretor de futebol seja sempre citado nas matérias sobre contratação, e estranho, na verdade, seria se Adauto não fosse lembrado pelos que cobrem o Corinthians. A questão, todavia, é a figura que Flávio Adauto vem pintando para os torcedores, mídia e empresários de jogadores que interessam ao timão, e essa figura definitivamente não condiz com o alto cargo que ele ocupa, e muito menos com o clube para o qual ele trabalha.

Bom, se você não conhecia o ilustre Flávio Adauto, permita-me apresentar alguns fatos sobre o mesmo. Adauto não é um desconhecido nos bastidores do Parque São Jorge, é conselheiro vitalício, e já foi vice-presidente de comunicação na vitoriosa e proporcionalmente nebulosa Era Dualib. Que pese contra ele o fato da função ter sido exercida em 2007, o ano do... pois é. O diretor de futebol alvinegro também foi presidente da ACEESP, e foi diversas vezes premiada no jornalismo.

Com o breve histórico apresentado, voltemos ao presente e às presepadas que Adauto vem causando nas principais negociações do timão para a formação do elenco de 2017. A primeira delas foi forjada no ano passado, quando disse que o técnico do Corinthians para esse ano seria o animado Oswaldo de Oliveira e em cerca de duas semanas demitiu Oswaldo, criando a deixa para mais um deslize. Bombardeado com perguntas sobre o novo comandante e com a possibilidade da contratação de Reinaldo Rueda, simplesmente o campeão atual da Libertadores, Adauto afirmou não conhecê-lo (depois ainda tentou desmentir e culpar os jornais). Mas ele não podia parar por aí, depois de ter recebido um e-mail com o currículo de Rueda, disse que o técnico não o agradou.

Querer ou não o Rueda é uma questão de gosto, concordo. Absurdo é desconhecer o técnico campeão da Copa Libertadores e dizer que o futebol do Atlético Nacional não chamou a atenção. Depois veio a constrangedora entrevista coletiva de efetivação de Fábio Carille, onde Adauto roubou a cena e falou por uns longos 30 minutos e deixou Carille escanteado, e lembrem-se que esses são fatos de 2016 ainda, Adauto nos reserva mais.

Chegou 2017, contratações, boatos, saídas, muitas dúvidas e apenas a certeza que o diretor de futebol apareceria bastante. Relevemos o fato dele ter afirmado ter dificuldade para negociar com alguns jogadores porque não tinha o contato deles. Adauto parece ter gostado dos holofotes, mesmo não deixando imagem muito boa para a sua torcida.

Tudo começa com a contratação do desconhecido Paulo Roberto, que de tão estranha acaba levantando suspeitas, mas tudo bem, existe, ou deveria existir, uma comissão técnica que aprovou essa vinda. Mas o momento mais icônico veio na novela Drogba, que até o momento que escrevo esse texto não terminou. Questionado se havia algum fundo de verdade na até então improvável negociação, Adauto disse que o atacante marfinense foi oferecido mas prontamente recusado, pois estava em declínio técnico e físico e não acrescentaria em nada no ataque que conta com Jô, Luidy, Romero, Kazim, Bruno Paulo e o possante Mendoza. Depois ainda colocou o Corinthians numa situação vexatória ao dizer que Drogba nem tinha conhecimento do interesse alvinegro. Nas entrevistas seguintes mudou o tom, talvez após uma bronca por não manter a discussão nos bastidores, e passou a dizer que Drogba traria um retorno grande no Marketing e até o comparou com Ronaldo Fenômeno em sua passagem no Corinthians.

No meio de toda essa confusão, surgiu o empresário de Drogba, Tcherno Seydi, dizendo que nunca conversou com qualquer clube brasileiro, escancarado mais uma trapalhada da dupla dinâmica Roberto de Andrade e Flávio Adauto. A negociação começou errada a partir do momento que o principal empresário do atacante africano não foi notificado, mas quando pensamos que poderia ficar pior, vemos que Franck Assunção, que poderia estrelar O Mentiroso de Jim Carrey, está envolvido na negociação. Uma simples pesquisa sobre o trabalho de Franck explica o porquê do temor.

E quem aqui não se lembra quando o intrépido, destemido e incompetente diretor de futebol alardeou aos quatro cantos que o contrato de Jadson havia sido rescindido com o clube chinês e foi desmentido ao vivo na ESPN? Adauto colocou em risco uma negociação difícil com suas palavras. E quando ele (sim, ainda falamos de falamos de Flávio Adauto) confundiu o nome do reforço Fellipe Bastos e o chamou de Felipe Melo, o recém contratado daquele time lá, que por sinal é o maior rival do Corinthians?

Não se pode questionar idoneidade de Adauto, já que até que se provem o contrário, ele nunca agiu de má fé e sempre buscou o que ele achava ser melhor para o Corinthians. Mas de boa intenção o inferno está cheio. O Corinthians é um clube profissional e gigante, não pode ter pessoas completamente incapazes em posições chaves para o perfeito funcionamento da equipe, e é um absurdo que o cargo de diretor de futebol ainda seja repleto de intenções políticas e destinado a amigos do presidente. Todo Didi Mocó tem seu Dedé Santana, e Adauto conta sempre com a ajuda e a chancela de Roberto de Andrade para mais trapalhadas.

FIFA esclarece polêmica de 2014 e reforça diferenças entre seu Mundial e as Copas Rio e Intercontinental

Mais uma vez a FIFA veio a público diferenciar seu Mundial de outros torneios (Foto: Montagem)
A FIFA voltou a se posicionar sobre uma das maiores polêmicas já criadas envolvendo competições. No caso, envolvendo o Mundial de Clubes por ela organizado e todos os outros torneios intercontinentais que, ao longo das décadas, foram disputados e cujos vencedores (pelo menos parte deles) reivindicam ser chamados de "campeões do mundo".

Dentre eles, os mais conhecidos são a Copa Intercontinental e a Copa Rio, mas existiram muitos outros. Comecei a falar desse assunto aqui no blog, e pretendo prosseguir logo. Mas neste post vamos falar especificamente sobre essa última declaração da FIFA.

O comunicado foi enviado em resposta a uma consulta do jornal O Estado de São Paulo, e divulgado em uma reportagem nessa sexta (27). Podemos perceber, lendo a matéria, que a entidade esclarece a polêmica do suposto reconhecimento da Copa Rio que teria sido feito em 2014 e complementa a interpretação já feita no ano seguinte, quando conferiu a esse torneio o status de "primeira competição de clubes com dimensão mundial". Vou pinçar aqui as aspas mais relevantes, assim podemos fazer algumas considerações em seguida:

"Em seu encontro em São Paulo no dia 7 de junho de 2014, o Comitê Executivo da Fifa concordou com o pedido apresentado pela CBF para reconhecer o torneio de 1951 entre os clubes da Europa e da América do Sul como a primeira competição de clubes de dimensão mundial, e o Palmeiras como seu vencedor"

"A Fifa reconhece e valoriza as iniciativas de estabelecer competições de clubes de dimensões mundiais ao longo da história", disse a entidade. "Esse foi o caso de torneios envolvendo clubes europeus e sul-americanos, como a pioneira Copa Rio, jogada em 1951 e 1952, e a Copa Intercontinental"

"Entretanto, não foi até 2000 que a Fifa organizou o estreante Mundial de Clubes da Fifa, com representantes de todas as seis confederações", explicou. "Os vencedores dessa competição, que passou a ser organizada anualmente a partir de 2005, são aqueles considerados oficialmente pela Fifa como campeões mundiais de clubes"

Podemos tirar algumas conclusões dessas afirmações da FIFA. A primeira delas é muito importante: pela primeira vez ela abre espaço para reconhecer que, ao longo da história, não existiram apenas dois torneios de "dimensão mundial". Sim, ela cita apenas das Copas Rio e Intercontinental, mas não fecha a questão apenas nesses. Isso é um sinal importantíssimo de respeito à história.

Outro sinal relevante é o próprio uso da expressão "competições de clubes de dimensões mundiais". Ela já havia usado essa mesma expressão para se referir à Copa Rio de 1951 no passado. Querendo ou não, é uma forma sutil de dizer que ela entende a posição dos que consideram esses torneios como Mundiais, e quase que concorda com isso. No fundo, é uma forma  É uma maneira diplomática que a FIFA encontrou de reconhecer, até seu limite, o caráter mundial dos torneios que precederam o seu Mundial de Clubes.

Digo "até seu limite" pois seria impossível ir além, unificando os títulos por exemplo. Primeiro, porque a FIFA jamais organizou qualquer um desses torneios. Segundo, pois mesmo que ela quisesse proceder com uma unificação, faltariam critérios objetivos para fazê-la: quais torneios reconhecer e quais deixar de fora? Colocar tudo num balaio só seria um gesto político, e não desportivo. E a FIFA faz bem em não jogar esse jogo. Dessa forma, mantém tudo no seu devido lugar e respeita o sentimento do torcedor, legitimando o que pode ser legitimado e reforçando o caráter oficial somente do que é realmente oficial.

Como eu mesmo já disse aqui nesse blog, ninguém nunca vai tirar do torcedor aquilo que ele viveu e no que ele acredita. A questão aqui é apenas uma: colocar cada coisa em seu lugar e respeitar a palavra de quem realmente tem autoridade pra se pronunciar sobre o assunto: a FIFA. Não a imprensa, nem os clubes. A FIFA.

Afinal de contas, honesta ou não, corrupta ou não, é a FIFA quem manda no futebol e é ela quem dá seu aval às competições. Se um dia ela quiser mudar sua opinião e resolver elevar o status desses torneios, será respeitada! Assim como deve ser agora, quando diz que não são Mundiais oficiais. Simples assim!

Que o profissional trate com justiça os heróis da "La Décima"

Corinthians derrotou Batatais e conquistou seu 10º título da Copinha (Foto: Reprodução / Gazeta Press)
Disputando sua 18ª final de Copinha, o Corinthians chegou a preocupar mas não decepcionou: derrotou o Batatais, confirmando seu favoritismo, e tornou-se decacampeão do torneio. É, a "La Décima" veio!

O retrospecto recente do nosso Timão é simplesmente sensacional: nada menos que 30 vitórias nas últimas 33 partidas disputadas, com presença nas últimas quatro decisões - com dois títulos conquistados. Domínio absoluto!

A campanha na edição desse ano foi perfeita. Foram nove vitórias em nove jogos disputados, com 30 gols marcados e apenas sete sofridos. De quebra tivemos o artilheiro da competição: o craque Carlinhos!
O técnico Osmar Loss é um dos grandes responsáveis pelo sucesso da base corinthiana (Foto: Reprodução / Gazeta Press)
O JOGO

Nada menos que 36 mil torcedores compareceram ao Pacaembu para empurrar o Alvinegro na decisão da Copinha. Aproveitando a postura totalmente defensiva do Batatais, que praticamente não atacou durante o jogo, o "dono da casa" buscou empurrar o adversário em seu campo de defesa, na tentativa de marcar um gol rapidamente. A ansiedade, porém, atrapalhou bastante a equipe, e os jogadores pareciam não conseguir se comunicar. As jogadas saíam, mas a finalização não era bem executada. O Batatais, com sua linha de três zagueiros, dificultou ainda mais o trabalho de Carlinhos, Fabrício Oya, Pedrinho e companhia, todos muito bem marcados.

O cenário não mudou muito mesmo após a parada técnica, e a melhor chance do Corinthians veio aos 42 minutos, quando o zagueiro Thiago quase marcou após cobrança de escanteio, acertando o travessão.

No segundo tempo, mais do mesmo: muita marcação do Batatais e mais nervosismo ainda dos jogadores corinthianos, que pareciam querer marcar o gol de qualquer maneira. Cada chance perdida tornava a atmosfera do jogo ainda mais incerta, mas a torcida não parou de apoiar em nenhum momento, apesar da crescente apreensão.

Osmar Loss decidiu mexer no time: colocou em campo Matheus, Guedes e Lucas Minele. A ideia era ganhar velocidade pelas laterais, na tentativa de furar a marcação adversária. O jogo ganhou um pouco em intensidade nas laterais, mas o Corinthians continuou cometendo erros bobos. Além disso, o Batatais não parecia em nada a equipe que foi goleada pelo Paulista na semifinal.

O cenário mudou por volta dos 38 minutos, quando houve uma interrupção de quase cinco minutos por causa de sinalizadores acesos pela torcida corinthiana. Todos esperavam que a paralisação prejudicasse o Corinthians, mas ocorreu justamente o contrário: minutos após o jogo retornar, Marquinhos cruzou da linha de fundo na cabeça de Carlinhos, e o artilheiro guardou: Timão 1x0. Apenas três minutos depois, troca de papéis: Marquinhos roubou a bola no meio-campo, tabelou com Carlinhos e fez 2x0!

Ainda houve tempo para o Batatais diminuir em um golaço de Douglas Pote, finalizando por cobertura, mas foi só: o Corinthians venceu por 2x1 e sagrou-se decacampeão da Copa São Paulo, para festa da torcida e dos jogadores!
Se bem aproveitados no profissional, as promessas da base prometem muitas alegrias à torcida (Foto: Reprodução / Gazeta Press)
E AGORA?

Caberá agora à comissão técnica do time principal, que será reforçada pelo técnico Osmar Loss, estudar nossas promessas e promover o máximo de garotos no elenco profissional. Afinal, de nada valem tantos títulos na base se esses jogadores não receberem a chance de brilhar nos torneios principais, certo? É certo que Carlinhos e Guilherme Mantuan retornarão ao elenco profissional, mas outros atletas podem muito bem ser beneficiados com uma promoção, como o craque Pedrinho (sobre o qual já falamos aqui no blog), Fabricio Oya, Vinicius Del'Amore, entre outros.

Mais do que isso: precisamos garantir que o Corinthians se proteja de especulações e evite vendas precoces. Não podemos permitir que nenhuma dessas jovens promessas saia do clube sem receber uma oportunidade. Para isso, precisamos valorizá-los de acordo, o que é mais do que certo. E em seguida, cobrar Fábio Carille para que não os encoste no banco sem fundamento. É uma questão de justiça!

E você, acha que mais alguém pode subir para o elenco profissional? Comente!

Parabéns Corinthians, decacampeão da Copinha!

O que justifica o ataque gratuito das autoridades contra as torcedoras?

♠ Publicado por Daniel Keppler em ,,,,,
Várias bolsas femininas tiveram que ser abandonadas pelas suas donas, graças a uma proibição sem sentido da FPF (Foto: Rafa Gmeiner)
A partida de ontem (22) pela Copa São Paulo, que classificou o Corinthians para a grande final do torneio, teve tudo para ser só motivo de alegrias para a torcida que foi à Arena Barueri. Isso, claro, se não fosse a Federação Paulista, que não se cansa de inventar arbitrariedades para prejudicar os torcedores - ou, no caso, as torcedoras.

O absurdo da vez foi o seguinte: seguindo determinação da FPF, a Polícia Militar PROIBIU a entrada de bolsas no estádio. Sim, bolsas. Se a torcedora quisesse entrar e assistir ao jogo, deveria simplesmente abandonar sua bolsa do lado de fora do estádio. Pior: sem nenhuma garantia de que ela estaria no mesmo lugar quando o jogo acabasse. Obviamente que a grande maioria não estava.

Foi o que aconteceu com Rafa Gmeiner e sua esposa Luciane. Conversei com ele por telefone para entender o que aconteceu, e a conversa só deixou mais claro o nível do absurdo que foi cometido.

"A bolsa dela era pequena, só tinha espaço pra documentos e um livro pequeno que ela havia pego na estação. Mas ao chegar no estádio, durante a revista, a policial lhe disse que a bolsa não poderia entrar. Nem olharam a bolsa, só disseram que não entraria", contou Rafa. Segundo ele, após Luciane tirar os pertences de valor a bolsa foi amarrada em uma grade, onde outras já estavam presas, apesar do aviso dos policiais de que, como eles não se responsabilizariam pela guarda daquele material, provavelmente elas não estariam lá ao fim da partida, afinal as bolsas já estavam sendo "vigiadas" por pessoas ao redor do estádio. "Eles diziam que só estavam cumprindo ordens da Federação Paulista, mas não achei ninguém no estádio para questionar, nem qualquer aviso escrito comunicando a proibição. O voucher também não informava sobre essa proibição", completou, indignado.
O voucher não contém qualquer aviso sobre a proibição de bolsas no estádio (Foto: Rafa Gmeiner)
Para tornar a situação ainda pior, um dos policiais afirmou que a medida "visava a segurança" da torcida. Ora, que risco uma bolsa pode oferecer aos torcedores ou ao jogo? Ou, nas palavras do Rafa: "que tipo de segurança é essa que proíbe a entrada de bolsas mas não consegue barrar os isqueiros dos que fumavam cigarro e maconha durante o jogo? E as necessidades das mulheres, ou mesmo das crianças que foram assistir ao jogo e perderam seus pertences?". Fica clara e flagrante a total inversão de prioridades dos cartolas da federação.

Conversei com outro torcedor, Matheus Aleixo, que compareceu  todas as partidas do Juventus na Rua Javari, e ficou escancarada a falta de critério da PM para fazer cumprir esse desmando da FPF. "Eu fui em todos os jogos do Juventus na Javari, e como ia direto do trabalho sempre ia com uma mochila, para guardar as roupas, documentos. Nunca precisei deixar do lado de fora. A polícia revistava e me deixava entrar. Só não entrava desodorante, guarda-chuva, nada que pudesse servir de arma. De resto, não houve nenhum problema", declarou ele.

Sendo assim, fica a pergunta óbvia: por que raios a polícia revista e permite a entrada do torcedor com mochila, mas obriga a torcedora a abandonar sua bolsa do lado de fora do estádio? Algo explica essa atitude no mínimo contraditória da PM? E afinal de contas, a entrada de bolsas no estádio é ou não é proibida?
Mochilas masculinas entram... bolsas femininas não. Como explicar? (Foto: Rafa Gmeiner)
Também conversei com colegas jornalistas que me asseguraram: essa proibição ocorre desde o início do torneio. Apesar disso, não há no regulamento da Copinha qualquer citação a respeito dessa medida, muito menos no Regulamento Geral de Competições da FPF.

Entrei em contato com a Ouvidoria da Federação Paulista (ainda que sem muita esperança de resposta) e enviei perguntas sobre esse caso. Entre outras coisas, questionei o porquê da proibição, os motivos pelos quais não houve comunicação expressa da mesma aos torcedores e se não havia meios de providenciar espaço para a guarda desse material, já que não se trava de uma informação largamente publicizada! Caso haja alguma resposta, será publicada.

Enquanto isso, o torcedor sofre com um duplo prejuízo: financeiro, por perder pertences graças a um ataque totalmente gratuito da Federação Paulista; e moral, por se ver abandonado em um momento de lazer, justamente por aqueles que deveriam proporcionar o suporte necessário para torcerem em paz e com um mínimo de conforto. Perceber que esse tipo de abuso ocorre justamente em um momento onde se lamenta o distanciamento das famílias dos estádios só torna a situação ainda mais cruel.

Agradeço ao Rafa e ao Matheus por conversarem comigo, e especialmente à página Loucas Por Ti Corinthians que denunciou essa história primeiro, lá no Facebook.


E você, já sofreu algum abuso parecido nessa Copinha ou em algum outro torneio? Denuncie neste post!