Conheça o Al-Ahly, o Time do Século XX na África

♠ Publicado por Daniel Keppler em ,,, às 01:54
Salve!

Desde ontem a Nação já sabe quem vai ser o nosso desafiante por uma vaga na final do Mundial de Clubes. E não deu outra: é o Al-Ahly, do Egito.

Vamos conhecer um pouco mais desse time?? Bora!




Nome: Al-Ahly Sporting Club
Fundado em: 23/abril/1907
Confederação: CAF (África)

Principais títulos: 35 Campeonatos Egípcios, 35 Copas do Egito, 5 Supercopas do Egito, 1 Liga dos Campeões Árabes, 7 Ligas dos Campeões da África, 4 Supercopas da África e 4 Copas das Confederações da África e 1 Recopa da África
Posição no Ranking IFFHS: 144 (dezembro) *
Participações em Mundiais: 4 (2005, 06, 08 e 12)
Melhor posição: Terceiro lugar (2006)
Destaques: Aboutrika e Hosny (dois dos maiores ídolos da história do futebol egípcio)

* O Ranking IFFHS se baseia no desempenho dos clubes em todos os campeonatos oficiais que ele disputa nos 365 dias antes da divulgação; no Egito, nessa temporada, não houve campeonato nacional do Egito, portanto, a pontuação do Al-Ahly no ranking IFFHS se deve apenas aos jogos da Liga dos Campeões da África; por isso o time está fora dos top-100.

Como chegou ao Mundial-2012: Após entrar direto na 1ª fase, sem precisar disputar a fase preliminar, o Al-Ahly passou por Ethiopian Coffee (Etiópia) e Stade Malien (Mali) antes da fase de grupos. Lá, onquistou a vaga nas semifinais em difíceis duelos contra Chelsea (Gana), o rival egípcio Zamalek e o congolês TP Mazembe. No saldo, ficou em primeiro, e enfrentou o Sunshine Stars da Nigéria, nas semifinais. Venceu com uma vitória e um empate, para na final enfrentar o atual campeão, o Espérance. Após empatar em casa, conquistou uma bela vitória na Tunísia, sagrando-se campeão da África pela sétima vez.

História: O Al-Ahly é o clube mais popular do Egito e um dos mais populares da África; a FIFA estima que possua entre 15 e 20 milhões de torcedores; porém, o clube egípcio afirma que só no Egito tem mais de 50 milhões de fãs.

Também é conhecido por ter uma torcida fiel e, por vezes, violenta, por querer defender o clube de todo modo e a qualquer preço. Essa característica foi responsável por causar, ano passado, um dos maiores desastres da história do futebo, quando uma briga entre uma organizada do Al-Ahly e outra do Al-Masry entraram em confronto, matando 74 torcedores e ferindo outros 150. Por causa disso, não houve Campeonato Egípcio esse ano, o que prejudicou em muito a preparação do clube para o torneio continental que acabaria vencendo.

Esse fanatismo explica-se em parte conhecendo a história do clube: desde sua fundação, o Al Ahly já possuia uma forte ligação com as questões políticas do Egito; ele foi fundado, em 29 de abril de 1907, como um clube onde os líderes das associações de estudantes do Cairo poderiam se reunir durante a luta contra a colonização inglesa. Vale lembrar que, nessa época, o Egito era dominado pela Inglaterra, de forma que a questão nacionalista era muito forte.


Por esse motivo o nome escolhido para o clube foi Al-Ahly (النادي الأهلي em árabe), que em inglês significa "O Nacional". Além disso, as cores do time (vermelho e branco) foram escolhidas em homenagem à bandeira do Egito, à época do Império Otomano (confira em imagem abaixo). No seu escudo, foi colocada a Coroa Real, fazendo com que o clube passasse a ser visto como ponto de resistência à colonização ingliesa, e dessa forma, conquistando grande apoio popular.


Sete anos após a Independência do Egito, em 1922, o clube recebeu a notpicia de que o rei Fuad havia decidido patrocinar o clube, que se tornaria então, em algo como "o clube do governo". Nesse mesmo ano (1929), o Al-Ahly foi o primeiro (e até hoje, o único) time da Áfirca a realizar uma excursão pela Europa, onde enfrentou Fenerbahçe e Galatasaray (ambos da Turquia), Leipzig, Munich 1860 e Tennis Borussia (Alemanha) e Levski Sofia e Slavia Sofia (da Bulgária).

Entre 1948 e 1962, o Al-Ahly conquistou 11 de 14 Campeonatos Egípcios, (entre eles um eneacampeonato - 9 títulos em sequência), numa das melhores fases do clube. Foi durante essa boa fase que houve o Golpe de Estado no Egito, em 1952, que tornou o país em uma República. Isso não mudou nem um pouco a relação entre clube e governo: os militares logo se alinharam e mantiveram o patrocínio. Em troca, o clube egípcio retirou de seu escudo a coroa que simbolizava a monarquia.

Para reforçar o apoio do clube ao novo governo, em 1956 o Al-Ahly enviou um convite ao presidente Gamal Abdul Nasser, para que ele aceitasse o cargo de presidente de honra do clube, em homenagem aos "serviçoa prestados durante a Revolução", no que foi aceito,

Enquanto crescia e conquistava títulos, o clube angariava apoio popular com ações como a que fez seus sócios participarem voluntariamente das guerras contra Israel, na década de 1960. Em 1973, o Al-Ahly pediu aos sócios que doassem sangue para os soldados feridos nas batalhas, e em 24 horas mais de 8000 pessoas atenderam ao chamado do time.

Após uma má fase nos anos seguintes, viream os primeiros campeonatos continentais e um heptacampeonato nacional (7 títulos consecutivos), entre 1993/94 e 1999/2000. Por todos esses títulos no século, a Confederação Africana de Futebol elegeu o Al-Ahly o Time do Século do continente.

Nos anos 2000, o time conquistou mais um heptacampeonato nacional (entre 2004/05 e 2010/11) e mais cinco títulos continentais, além das quatro participações em Mundiais de Clubes da FIFA, onde se tornou o primeiro time africano a chegar ao pódio da competição.

--X--

Com a vitória de ontem sobre o Sanfrecce Hiroshima, do Japão, o Al-Ahly chegou aos 11 pontos no Ranking Geral de Clubes do Mundial de Clubes e se tornou o time que mais disputou jogos no torneio, com 8 partidas. Como chegou à semifinal, vai manter o "título" de clube mais experiuente do Mundial, com 10 partidas disputadas.


Mas do outro lado, tem o Todo Poderoso, então... lamento, Al-Ahly... E VAI CORINTHIANS!!!

#Faltam2Dias

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