Torcidas organizadas: amigas ou inimigas?


Há bons anos que essa pergunta vem sendo feita: as Torcidas Organizadas estão ajudando ou atrapalhando os clubes?

Fato que não se pode negar é a festa feita por elas, embelezando muito o desorganizado futebol brasileiro.

Não se pode comparar a organização da nossa Liga Nacional com as ligas européias, seria uma humilhação. Mas mesmo com poucos recursos, as torcidas brasileiras – um pouco mais as organizadas – não ficam atrás dos torcedores europeus.

Porém, todo esse batuque, balões e faixas são deixados de lado quando o limite de torcedor é extrapolado.
Em qual momento estes associados a uma instituição que não é o Corinthians, têm respaldo para opinar e comandar o clube? Desde quando são mais “torcedores” que os “comuns"?

Posso citar quem compra mais produtos do clube, quem é associado ao SCCP, tem o Fiel Torcedor em dia, leva sua família, amigos...

Mas atualmente, não é mais necessário falar... O futebol brasileiro vem escancarando sua desorganização em todas as esferas. Seja ela juridicamente (o caso Lusa e Fluminense, repercutido até hoje),  em marketing, torcidas ou até mesmo sua dependência a uma emissora televisiva.

Voltando ao foco do Corinthians, 2013 foi o ano da desorganização das Torcidas Organizadas que "representam" o Corinthians. Primeiro, em Oruro, quando o caso Kevin mobilizou todo o país para condenar TODOS os torcedores corinthianos, classificando-os como assassinos e a alguns políticos tentando ajudar na libertação dos presos injustamente.

Sim, talvez exclusivamente a tragédia de Oruro, tenha sido injustiça. Mas a violência no estádio Mané Garrincha em Brasília não foi. E o ataque aos jogadores no CT Joaquim Grava também não. Assim como em inúmeros outros casos onde ficou demonstrado o quão agressiva a Fiel torcida pode ser, ao tentar mostrar seu amor ao clube.

Mas o que aqueles torcedores não associados a uma organizada podem fazer para desvincular o clube dos líderes destas torcidas?

Atualmente rola na internet uma petição para que o presidente (por enquanto) Mario Gobbi desvincule o clube das organizadas (link no final do post). Mas ações mais práticas podem ser tomadas, por mim, por você, por qualquer um que ame o Corinthians!

Trata-se de ações simples, porém impactantes, que a seu modo geram sua intensidade. Por exemplo, utilizando redes sociais. Por que não usar o Instagram (rede social de fotos), por exemplo, para você compartilhar uma foto sua sobre o Corinthians, que represente todo seu amor ao clube? Inclua uma hashtag como #naomerepresenta (não me representa) em alusão àqueles torcedores que invadem CT, que agridem torcedores do mesmo time porque estão cantando em apoio aos jogadores ou que se dizem sempre inocentes e perseguidos pela imprensa?

Com uma repercussão positiva desta ação, por que não organizar uma série de visitas PACÍFICAS ao CT, não uma ação de marketing como a que foi feita com as crianças, mas algo real, VERDADEIRO, vindo de torcedores que simplesmente querem apoiar aos jogadores que permaneceram no time, a fim de honrar a camisa e ajudar o nosso Corinthians a sair do mau momento?

Muitos ainda vêem com bons olhos as torcidas organizadas. Para vocês, eu pergunto: ela ajuda ou atrapalha? Se ajuda, o que fazer para afastar os maus elementos, para dispensarmos os ônus e ficarmos somente com os bônus?

Antes de responder, deixe a questão por alguns minutos na sua mente, sem nenhuma pré-resposta. Analise tudo que aconteceu e pense se você é a favor ou contra.

Se for a favor, vamos pensar em formas de devolvermos às organizadas o papel social que sempre tiveram, de apoio ao Corinthians, acabando com o estigma que uma minoria criminosa impôs a todos.

Se não for, junte-se aos que defendem o desvinculamento entre elas e o Corinthians. Clique nesse link e se faça ouvir.através da petição!

Uma coisa é certa: com ou sem organizadas, o mais importante deve ser o Corinthians!

1 comentários:

  1. Prá torcer é preciso organizada. É comprovado estatisticamente que mesmo os times vivem ciclos, duradouros ou não de vitórias e conquistas e prá se manter no topo é preciso reciclagem, dinheiro, sorte e compreensão dos torcedores. No caso do SCCP há um estigma terrivel criado por algum marketeiro que virou uma praga: a torcida que tem um time. É preciso reverter o processo. Se olharmos a situação do futebol no Brasil como um todo, os problemas acumulados ao longo de anos estão em ebulição e vão estourar a qualquer momento. Uma ruptura vai acontecer e torço para que o Andrés seja o lider desta mudança porque já demonstrou que sabe a força do futebol e sabe exatamente como fazer para tirar o atraso em relação as ligas europeias.

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