1 ano de #PrimeiraForça e 1 mês de #PaulistinhaDay: que lições tirar dessas memórias?

♠ Publicado por Daniel Keppler em ,, às 20:18
As conquistas recentes do Corinthians podem ajudar o clube a saber o que fazer no próximo Derby (Foto: Reprodução/Twitter)
Os últimos dois dias foram marcantes e cheios de lembranças para a Fiel Torcida. E o motivo é simples: ontem, dia 7, nosso título Paulista de 2017 completou um ano; e hoje, dia 8, o título Paulista desse ano completa um mês!

As duas lembranças são muito importantes, para todos nós. A do estadual de 2017, penso eu, nos força a se dar conta de que, em um momento difícil da história do Corinthians, em todos os sentidos, conseguimos comemorar três títulos. Sim, TRÊS troféus em um ano! Quem comemorou tanto em tão pouco tempo?

De certa forma, recordar essa realidade nos faz colocar um pouco as cobranças no lugar. Sim, o Corinthians é um clube gigante e, sim, as expectativas sobre o time nunca podem ser baixas. Afinal, conhecemos os limites do time e sabemos até onde ele pode chegar, se trabalhar duro e aproveitar a força da torcida. Mas, será que às vezes não passamos do ponto? Melhor: será que dava pra fazer muito mais que isso, com o elenco que aí está?

Em 2017 Fábio Carille pegou um elenco desmotivado e vazio de confiança, para transformá-lo na melhor equipe do País. Mesmo ganhando muito menos dinheiro de patrocínio que o Flamengo, sem um dono parceiro trilionário por trás como o Palmeiras, e tendo que lidar com uma dívida como a da Arena, a superioridade foi inevitável. Apenas o Grêmio, talvez, tenha lembranças tão positivas desse ano quanto a gente (e com razão, afinal uma Libertadores é uma Libertadores).
Então vem 2018. A diretoria desafia a capacidade do nosso treinador de fazer o nada render, vendendo nossos principais destaques e demorando a repor (ou sequer repondo, como nos caso do centroavante). Os números pioraram, algumas derrotas estranhas aconteceram, dificuldades táticas permaneceram, mas Carille tirou da cartola um 4-2-4 com Rodriguinho de falso 9 e fez seu Corinthians render o suficiente para calar o Allianz Parque naquele histórico 8 de maio, e fazer o Timão voltar a ganhar um bicampeonato Paulista depois de 35 anos.
Festa à parte, porém, havia trabalho a fazer, e o próprio Carille admitiu isso ao afirmar que o Corinthians concluía o Paulista sem um esquema tático bem definido, como havia acontecido em 2017. Some-se a isso o desgaste, e tivemos dificuldades nesse primeiro mês após o #PaulistinhaDay. Lesões inesperadas parecem ter forçado uma rodagem de elenco que, talvez, não fosse planejada nessa intensidade, e os tropeços previsíveis se confirmaram: já são 4 jogos sem vencer, e os próximos são dois desafios: uma decisão de mata-mata pela Copa do Brasil contra o Vitória, e em seguida nada menos que o reencontro com o Palmeiras - que ainda não parou de chorar pela partida de um mês atrás. Como lidar com uma sequência dessas?

Talvez a resposta possa ser tirada das próprias lembranças recentes. O sucesso dos times que possibilitaram a #PrimeiraForça e o #PaulistinhaDay passou diretamente por uma conjunção de fatores bem conhecidos: autoconhecimento, foco, disciplina tática, sinergia com a torcida e, acima de tudo, muita humildade. O Corinthians venceu rival atrás de rival sabendo onde pisava  e sem salto alto. E conseguiu ter sucesso, mesmo quando ninguém esperava!

Não sei até que ponto algo dessa receita vem faltando ultimamente. De repente, os desfalques fizeram o time perder a liga que o fazia ser exemplar. Mas é possível retomar o desempenho, e nada como um clássico para dar à equipe o gás extra de que precisa. Mesmo que, na pior das hipóteses, o time falhe nesta quarta e saia da Copa do Brasil, voltar a vencer o Palmeiras no domingo pode representar um novo marco na temporada, assim como foi ano passado... poderia, facilmente, ser uma virada rumo a mais conquistas - mais uma de muitas no passado recente do Timão. A conferir!

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